Taxa pode criar cenário político “difícil de reverter”, diz Flávio nos EUA
Brasília, Terça, 07 de julho de 2026
Política

Taxa pode criar cenário político “difícil de reverter”, diz Flávio nos EUA

Senador e pré-candidato participou de audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos

Foto: Fernando Pessoa/Divulgação
Flávio Bolsonaro participa de audiência Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês)

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Por Ândrea Malcher

Repórter especialista em Congresso Nacional

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nesta terça-feira (7), em audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês), em Washington, que sejam canceladas as taxas sobre os produtos brasileiros. Segundo Flávio, o tarifaço foi explorado politicamente pelo governo Lula e se mantido este ano poderia ajudar um cenário político no Brasil “difícil de reverter”. 

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O pré-candidato à Presidência pediu que os membros do colegiado, além de não impor as tarifas, “preservem o sucesso do PIX e cancelem esta medida para que possamos negociar”. Ele lembrou que chegou a solicitar o mesmo, em visita em maio, ao presidente dos EUA, Donald Trump, ao vice James David Vance e ao secretário de Estado, Marco Rubio.

Flávio alertou sobre os efeitos sobre a economia brasileira e aos norte-americanos e destacou que a tarifa imposta pelos EUA foi explorada politicamente pelo governo Lula.  “Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro – exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões.”

O senador alertou que taxar o Brasil durante este ano de eleição poderá auxiliar um cenário político “difícil de reverter”. 

“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter – premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências – seria o pior momento possível para agir”, apelou Flávio. 

Sobre o PIX, o senador pontuou que a modalidade de pagamento “não é um problema a ser corrigido, é uma solução”. “Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros – especialmente os mais pobres – para a economia formal.”

“Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do PIX, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, explicou.

Ele também abordou em seu pronunciamento na audiência sobre o combate à corrupção, outra razão dada pelos EUA para a cobrança da tarifa e afirmou que sobre o tema “não há divergência”.

“Mas a corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso”, ressaltou Flávio.

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