Flávio participa de audiência nos EUA sobre tarifa de 25%
Brasília, Segunda, 06 de julho de 2026
Política

Flávio participa de audiência nos EUA sobre tarifa de 25%

Senador defenderá o Pix e criticará a taxação de produtos brasileiros durante audiência promovida pelo USTR

Flávio: Lula é visto como alguém com ‘simpatia’ por PCC e CV
Foto: Reprodução/YouTube @otempo

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa hoje (6) de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação que poderá resultar na aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O parlamentar afirmou que defenderá o Pix e se posicionará contra a adoção da medida. O pré-candidato à presidência da república deve discursas na audiência amanhã (07).

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A audiência integra a fase de consulta pública da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada pelo governo norte-americano para avaliar práticas comerciais consideradas “irracionais” ou restritivas ao comércio dos Estados Unidos. A decisão final caberá ao presidente Donald Trump.

Flávio diz que tarifas favorecem o governo Lula

Na manifestação apresentada ao USTR para participar da audiência, Flávio afirma ser contrário à aplicação das tarifas e sustenta que a medida acabaria beneficiando politicamente o governo brasileiro.

“Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que ele tem adotado: protelar negociações sérias, provocar Washington a retaliar e, então, transformar essa retaliação em uma vitória política interna”, escreveu.

Durante evento do PL realizado no Rio de Janeiro na última semana, o senador também declarou que pretende defender o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos durante a audiência.

Acusações feitas pelos Estados Unidos

Entre os pontos analisados pelo USTR estão:

  • decisões da Justiça brasileira envolvendo plataformas digitais e remoção de conteúdos;
  • regras aplicadas ao mercado de pagamentos eletrônicos, incluindo o Pix;
  • acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia;
  • políticas de combate à corrupção;
  • proteção da propriedade intelectual;
  • acesso ao mercado brasileiro de etanol;
  • ações de combate ao desmatamento ilegal.

Segundo o órgão americano, esses temas podem configurar práticas que afetam empresas e interesses comerciais dos Estados Unidos.

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