O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu à Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo de 2026.
Na mesma entrevista, o republicano criticou o árbitro brasileiro Raphael Claus e o classificou como “um pouco suspeito”.
Em entrevista concedida na Casa Branca, Trump negou ter interferido na decisão da entidade e afirmou que apenas solicitou uma nova análise da jogada.
“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.
O presidente americano também direcionou críticas ao árbitro brasileiro responsável pela expulsão de Balogun após revisão do lance no VAR.
“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar. Até pessoas do outro lado”, afirmou, sem apresentar provas para sustentar a acusação.
Balogun foi expulso aos 18 minutos do segundo tempo após atingir o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic. A punição implicaria suspensão automática para a partida das oitavas de final contra a Bélgica.
No domingo (5), porém, a Fifa suspendeu os efeitos da sanção e liberou o atacante para atuar. A decisão teve como fundamento o artigo 27 do Código Disciplinar da entidade, que permite ao órgão judicial suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar durante um período probatório.
Também nesta segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que recebeu uma ligação de Trump para tratar do caso, mas ressaltou que não participou da decisão sobre a suspensão.
“Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump”, afirmou.
Infantino acrescentou que informou ao presidente americano que “o caso seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes” e destacou que os órgãos disciplinares da Fifa atuam com autonomia.
“A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada”, disse.
A liberação de Balogun gerou reação da Federação Belga de Futebol, que apresentou recurso questionando a elegibilidade do atacante para a partida das oitavas de final. A Fifa rejeitou o pedido.
O episódio também provocou críticas de dirigentes e entidades esportivas, que avaliam que a suspensão da punição pode abrir precedente para novos recursos envolvendo cartões vermelhos durante competições internacionais.
