Tarcísio diz que recusaria convite de Bolsonaro para disputar a Presidência
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Política

Tarcísio diz que recusaria convite de Bolsonaro para disputar a Presidência

Governador afirma que conversa com Bolsonaro será “papo de amigo” e reforça foco em São Paulo

Tarcísio de Freitas afirma que recusaria pedido de Bolsonaro para concorrer à Presidência e nega atrito com Flávio Bolsonaro, destacando projeto de longo prazo em São Paulo

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Por Redação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou hoje (27) que terá um “papo de amigo” com Jair Bolsonaro em visita marcada para daqui a dois dias, em Brasília, e que recusaria um convite do ex-presidente para disputar a Presidência da República.

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“Isso não vai acontecer, mas eu diria não. É muito tranquilo isso para mim”, declarou, em entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba, no interior de São Paulo. O governador participou de um encontro na fábrica da Toyota.

Tarcísio relatou conversa anterior com Bolsonaro, quando o ex-presidente ainda estava em prisão domiciliar.

“Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, quando ele ainda estava em prisão domiciliar, antes do regime fechado, ele me disse: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial, qual é a sua posição?’. Eu disse: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente, muito claro com ele em relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência”, afirmou.

O governador negou ainda que tenha tido uma discussão acalorada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai para representá-lo nas urnas contra o presidente Lula (PT). Segundo Tarcísio, informações nesse sentido não procedem.

“Não estou frustrado, não. Nem vou falar isso na quinta-feira para o Bolsonaro, até porque isso não existe”, disse. “Eu sempre disse que o meu projeto para São Paulo é de longo prazo. Alguns que passaram e pensaram logo na candidatura presidencial deixaram cicatrizes, feridas abertas. Não quero decepcionar ninguém.”

Tarcísio comentou também a decisão de Bolsonaro de optar pelo filho na disputa eleitoral.

“Uma pessoa da família traz para ele uma confiança, e eu vou estar com ele nessa caminhada. Na visita que eu vou fazer, o meu papo vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, perguntar se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que eu tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para tentar ajudá-lo. Sem entrar muito nessa questão. Não costumo falar de eleição, de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do seu lado.”

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