O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou hoje (23) que as polêmicas envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no caso Banco Master refletem uma “crise moral” no país. Segundo ele, o cenário exige ajustes, sem detalhar quais medidas seriam necessárias.
A declaração foi feita após questionamentos sobre reportagens recentes que ligam Toffoli ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), incluindo imagens que mostram o local sendo utilizado para encontros com empresários, banqueiros e políticos, como André Esteves e Luiz Pastore.
“Eu sempre tenho dito que o pior de todos os problemas é a crise moral”, afirmou Tarcísio, durante agenda no município de Embu das Artes.
O governador também comentou a manifestação organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), realizada na noite de quinta-feira (22), em frente ao Banco Master, em São Paulo, que pediu o afastamento de Toffoli da relatoria do caso. Para Tarcísio, o protesto foi relevante.
“Você viu a manifestação que aconteceu ontem? Relevante, na minha opinião, relevante. Isso mostra o pulso”, declarou.
Ao tratar do contexto político e institucional, Tarcísio afirmou que há um distanciamento entre autoridades e a percepção da sociedade. Segundo ele, o caso Master contribui para ampliar a insatisfação popular.
“A gente não pode ter um distanciamento do senso do cidadão. O cidadão está preocupado com o país. Eu também estou. A manifestação de ontem mostra isso. Então, alguns ajustes precisam ser feitos, porque eu vejo que a gente está numa crise muito grande, de natureza moral, de natureza institucional, e sem dúvida nenhuma isso vai ser uma das grandes pautas agora pra esse ano”, disse.
O governador também mencionou outros problemas estruturais do país, como a crise fiscal e a atuação do crime organizado, ao afirmar que esses temas já vinham sendo abordados por ele em agendas públicas recentes.
