Lucas Rocha Furtado argumenta que, com a aposentadoria da ministra do STF Cármen Lúcia, o Supremo pode se tornar exclusivamente masculino.

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU), em 29 de outubro de 2025, que adote uma medida cautelar para impedir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de indicar um homem para a vaga no Supremo Tribunal Federal, deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso.
O pedido é fundamentado na necessidade de garantir a igualdade de gênero na composição da Corte, considerando a atual desproporção de representantes femininas no STF.
No documento enviado ao TCU, Furtado destaca que a indicação de um homem, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, perpetuaria a desproporcionalidade de gênero e violaria o princípio da isonomia, conforme
Ele ressalta que decisões judiciais, embora técnicas, são influenciadas por vivências pessoais, e a falta de pluralidade pode comprometer a imparcialidade do Tribunal.
Além de abordar a questão de representatividade, o subprocurador menciona compromissos internacionais do Brasil, como a Agenda 2030 da ONU, que busca fortalecer a presença feminina em cargos de poder.
Furtado pediu que o TCU encaminhe sua solicitação ao Senado e à Presidência da República, em consonância com a pressão de entidades que defendem a nomeação de uma mulher para o STF, destacando que essa escolha é uma questão de justiça e compromisso com valores democráticos.
