STF volta a discutir bets criadas por municípios
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF volta a discutir bets criadas por municípios

O ministro do STF Flávio Dino pediu destaque no processo que suspendeu as leis municipais que criaram loterias e autorizaram apostas esportivas no Brasil.
Flávio Dino pediu destaque no processo que suspendeu as leis municipais que criaram loterias e autorizaram apostas esportivas no Brasil. Foto: Reprodução

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Pedido de Dino tira caso do plenário virtual e mantém suspensão das leis

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino pediu destaque, nesta sexta feira, no processo que suspendeu todas as leis municipais que criaram loterias e autorizaram apostas esportivas no Brasil.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O caso, que estava em análise no plenário virtual, agora será levado ao plenário físico da Corte, ainda sem data definida.

A ação discute a validade de normas aprovadas por prefeituras que passaram a autorizar a exploração de apostas conhecidas como bets no âmbito municipal.

Nunes Marques vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil
Nunes Marques vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil. Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

A suspensão dessas leis foi determinada em decisão liminar do ministro Nunes Marques, proferida na quarta feira.

Segundo Nunes Marques, as apostas de quota fixa apresentam alto risco e exigem uma regulação rígida e centralizada.

Ele relembrou que o próprio STF já reconheceu a existência de proteção insuficiente e déficit regulatório nesse setor, o que, na avaliação do ministro, torna incompatível a criação de loterias por municípios.

Na decisão, Nunes Marques argumentou que a competência para legislar e autorizar esse tipo de atividade é privativa da União.

Ele afirmou que as normas municipais extrapolam essa atribuição, além de permitirem a cessão da exploração das apostas a empresas que não possuem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Entre os municípios citados na decisão estão São Vicente, Guarulhos, São Paulo, Belo Horizonte e Campinas.

De acordo com o ministro, as regras criadas nessas cidades alteram a lógica do repasse dos valores arrecadados e podem provocar desequilíbrio na estrutura federativa, além de gerar tratamento desigual entre empresas do setor.

Nunes Marques também alertou para o impacto na competitividade do mercado.

Segundo ele, a diferença de exigências e valores cobrados pelas prefeituras em relação aos critérios federais e estaduais pode distorcer a concorrência, já que os apostadores tenderiam a optar por bilhetes de menor custo.

Com o pedido de destaque de Flávio Dino, a decisão que suspendeu as loterias municipais segue válida até que o plenário físico do STF julgue o mérito da ação.

O julgamento deve definir, de forma definitiva, se os municípios podem ou não legislar e explorar esse tipo de atividade no país.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade