STF torna réu Sargento Rodrigues por ato de 8 de janeiro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

STF torna réu deputado Sargento Rodrigues por convocar manifestação do 8 de janeiro

STF torna réu o deputado Sargento Rodrigues por incentivo aos atos de 8 de janeiro; defesa busca acordo para não abrir ação penal.
STF torna réu o deputado Sargento Rodrigues por incentivo aos atos de 8 de janeiro; defesa busca acordo para não abrir ação penal.

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Por Redação

Primeira Turma acolhe denúncia da PGR; defesa pede acordo para evitar abertura de ação penal

A Primeira Turma do STF tornou réu o deputado estadual de Minas Gerais Sargento Rodrigues (PL) por incentivo aos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão atende à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, que atribui ao parlamentar os crimes de incitação ao crime, associação criminosa e concurso material.

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O julgamento começou em 21 de novembro e se encerra oficialmente nesta segunda-feira (1º). O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Moraes afirmou em seu voto que a denúncia estabelece ligação entre as ações do deputado e os atos de 8 de janeiro. O ministro reforçou que as manifestações não se enquadram como liberdade de expressão. “São inconstitucionais as condutas e manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico (…) como se verifica pelas manifestações criminosas ora imputadas ao denunciado”, escreveu.

O que diz a denúncia

A PGR afirma que “há provas suficientes de sua adesão [do deputado] à associação criminosa que se estabeleceu no país, com o objetivo de praticar atos que se voltavam contra a higidez do sistema eleitoral e de incitar, publicamente, a animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais”.

De acordo com a denúncia, Sargento Rodrigues publicou um vídeo que mostrava um vândalo dentro do Congresso Nacional. “O denunciado, ao replicar o vídeo, incentivou expressa e publicamente os atos criminosos”, diz o texto.

O parlamentar negou as acusações e declarou que estava fora do país no dia dos episódios.

A defesa também solicitou a celebração de um Acordo de Não Persecução Penal, alegando que o caso preenche os requisitos legais. O instrumento permite que o Ministério Público proponha medidas alternativas para evitar a abertura de ação penal, desde que aprovado pelo Judiciário.

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