STF forma maioria para manter escolas cívico-militares em São Paulo STF formou maioria para manter em vigor, por ora, as escolas cívico-militares em São Paulo, ao referendar decisão do ministro Gilmar Mendes.
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

STF forma maioria para manter escolas cívico-militares em São Paulo

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Por Redação

Programa segue válido até julgamento definitivo de constitucionalidade

O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (12) para manter em vigor, provisoriamente, o programa de escolas cívico-militares em São Paulo. Os ministros referendaram a decisão monocrática de Gilmar Mendes, que havia liberado a aplicação da lei estadual sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas.

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Em novembro, o decano suspendeu decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que havia bloqueado a Lei Complementar nº 1.398/2024, alvo de ações do Psol e do sindicato dos professores da rede estadual. A corte paulista alegava que a norma invadia competência da União para legislar sobre diretrizes da educação e levantava dúvidas quanto à legalidade da atuação de policiais militares da reserva como monitores.

Gilmar Mendes contestou o posicionamento do tribunal estadual, lembrando que já tramitava no STF uma ação de inconstitucionalidade sobre o mesmo tema. Para ele, permitir que tribunais locais interfiram nesse tipo de caso representaria uma “subversão sistêmica”.

“Admitir que o Tribunal de Justiça, mesmo após possuir ciência da tramitação de ADI perante esta Suprema Corte questionando o mesmo objeto, possa deferir medida cautelar […] significa conferir a uma Corte ordinária poderes aptos a esvaziarem a jurisdição cautelar concentrada do Supremo”, registrou o ministro.

Apesar da decisão, o plenário do STF ainda não analisou o mérito da ação. Até lá, o programa de escolas cívico-militares permanece em funcionamento em São Paulo.

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