STF abre novo prazo para último recurso de Bolsonaro
Brasília, Sábado, 11 de julho de 2026
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STF abre novo prazo para último recurso de Bolsonaro

Senadores da oposição reuniram, em apenas um dia, as assinaturas necessárias para acelerar a tramitação do projeto que revoga trechos da Lei do Estado Democrático de Direito, legislação usada pelo ministro Alexandre de Moraes
Senadores da oposição reuniram, em apenas um dia, as assinaturas necessárias para acelerar a tramitação do projeto que revoga trechos da Lei do Estado Democrático de Direito, legislação usada pelo ministro Alexandre de Moraes. Foto: STF

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Por Redação

Com a publicação do acórdão, defesa do ex-presidente poderá apresentar novos embargos

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma nova etapa no processo da trama golpista ao publicar, nesta segunda-feira (17/11), no Diário da Justiça Eletrônico, o acórdão que confirma a rejeição dos primeiros recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros seis condenados.

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A decisão, que passa a valer nesta terça (18/11), reorganiza o cronograma recursal e libera a contagem dos prazos para uma nova rodada de questionamentos.

Com a publicação, os chamados segundos embargos poderão ser apresentados a partir de quarta-feira (19/11).

Esse é o último tipo de recurso possível dentro da própria Corte antes da execução das penas. No caso de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, a tendência é que os advogados optem pelos embargos infringentes, mecanismo destinado a tentar modificar o resultado do julgamento quando há votos divergentes, hipótese vista como mais favorável pela defesa.

Até que essa nova fase seja concluída, nenhum dos condenados começará a cumprir a pena.

O STF tem adotado a linha de só iniciar a execução após o exame final dos segundos embargos. Encerrado esse ciclo, a defesa ainda pode tentar uma revisão criminal, que só pode ser apreciada pelo plenário da Corte.

No acórdão liberado nesta segunda, o relator, ministro Alexandre de Moraes, rebateu integralmente os argumentos das defesas.

O texto dedicado ao caso de Bolsonaro tem 141 páginas e reafirma que não houve contradição nem omissão no julgamento anterior.

Moraes reiterou que o ex-presidente responde por crimes distintos, cometidos de forma independente, afastando a tese de que um delito poderia ser absorvido por outro.

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