Enel fala em “danos severos” na rede; três suspeitos são detidos por cobrar propina para religar luz
São Paulo segue nesta quinta-feira (11) com 1,3 milhão de imóveis sem energia após o vendaval provocado pelo ciclone extratropical que atingiu o estado na quarta-feira (10). Segundo a Enel, o volume representa 15,6% de sua base de clientes.
O vendaval, considerado histórico pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), derrubou árvores e estruturas por cerca de 12 horas. A Prefeitura de São Paulo registrou 231 ocorrências relacionadas a quedas de árvores.
A concessionária informou ao Portal Claudio Dantas que o fenômeno climático causou “danos severos à infraestrutura elétrica, afetando o fornecimento em diversas regiões”, e mobilizou mais de 1.600 equipes para os reparos. A empresa afirmou ainda que há número equivalente de veículos operacionais, embora parte deles permaneça nas bases durante a troca de turnos.
De acordo com a distribuidora, “para atender situações prioritárias, a companhia está disponibilizando mais de 700 geradores”.
Nas áreas mais atingidas, o trabalho envolve “reconstrução completa da rede, incluindo a substituição de postes, transformadores e, em alguns casos, a recondução de quilômetros de cabos”, o que torna o processo mais lento.
“A Enel reforça que suas equipes seguem comprometidas com a operação de atendimento a emergências”, diz o trecho.
Três homens detidos por suspeita de cobrança de propina
Três homens identificados como supostos funcionários da Enel foram detidos pela Polícia Militar, suspeitos de cobrar propina para religar a energia em um condomínio de Diadema, na Grande São Paulo. Moradores relataram que o grupo pediu inicialmente R$ 300, valor que depois teria sido elevado para R$ 1.000.
Em nota, a Enel afirmou que “os serviços emergenciais não podem ser cobrados individualmente” e destacou que “qualquer exigência de pagamento para reparos na rede elétrica da distribuidora, visando o restabelecimento de energia, está fora das normas de conduta da companhia”.
A distribuidora não confirmou se os detidos integram seu quadro de funcionários.
