Durante o ALive desta quinta-feira (12), o apresentador Claudio Dantas afirmou que a situação de Dias Toffoli é “insustentável”. A PF pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a suspeição do magistrado no caso do Banco Master, após encontrar mensagens e pagamentos ligados a ele.
Hoje, Toffoli admitiu em nota ser sócio da Maridt Participações, empresa de seus irmãos que foi dona do Tayayá e vendeu participação do resort a um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.
“A gente vai ter o 1º ministro [do STF] impichado ou até antes ele deixe o cargo para não passar pela vergonha de ser submetido a um processo de impeachment”, afirmou Dantas. “O resort caiu”.
Sobre a nota de Toffoli, Dantas disse que nunca viu “a Receita desaprovar declaração de imposto de renda de ministro…”. Ele relembrou o inquérito das fake news: “Aliás, vi uma vez, quando a Receita, no final do governo Michel Temer, criou uma força-tarefa que identificou 133 contribuintes politicamente expostos, os PEPs, com inconsistências nas declarações”.
Ele citou nomes como Gilmar Mendes e sua ex-esposa Guiomar Mendes, o próprio Dias Toffoli e Roberta Rangel, ex-esposa dele, e a ministra do STJ Isabel Gallotti, casada com o ministro do TCU Walton Alencar.
“E o que aconteceu? Quando a Receita descobriu inconsistências fiscais envolvendo ministros do Supremo, […] Dias Toffoli abriu o inquérito das fake news, de ofício, usando o regimento interno do STF. E entregou pra quem? Pro Xandão, pro Alexandre de Moraes”, continuou.
“Coincidência? Só pode ser”, disse Dantas. “As primeiras pessoas investigadas pelo inquérito das fake news foram auditores da Receita Federal que ousaram investigar inconsistências patrimoniais fiscais desses senhores”.
“Ministro, o senhor dizer que a Receita aprovou todas as suas declarações de renda dos últimos anos é o mesmo que nada”, concluiu o jornalista.
