Planos de evacuação do ditador venezuelano incluíam Marinha e Forças Especiais
O site Defesa Net, especializado em assunto militares traz hoje (25) um a reportagem afirmando que nos bastidores do Itamaraty, circulou Operação Imeri. A denominação, inspirada na serra que separa Brasil e Venezuela, tinha como objetivo resgatar o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
A operação foi concebida em reação ao cerco dos EUA contra o narcoterrorismo na América Latina. Em agosto de 2025, o presidente Donald Trump enviou três destróieres e cerca de 4 mil militares ao Caribe, visando combater o Cartel de los Soles. Maduro foi classificado como narcoterrorista, com recompensas de 50 milhões de dólares por sua captura, devido à ligação com o cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua.
O cerco provocou reações em Caracas. Maduro mobilizou milicianos, acionou sistemas de defesa aérea e ordenou planos de contingência às Forças Armadas Venezuelanas. O ministro do Interior, Remigio Ceballos Ichaso, reforçou o discurso de resistência contra o “imperialismo”.
A Operação Imeri previa a evacuação seletiva de Maduro e membros de sua cúpula. Discussões ocorreram entre o chanceler Mauro Vieira e Yván Gil, da Venezuela, em Bogotá, durante cúpula da OTCA/CELAC, oficialmente sobre cooperação fronteiriça e integração econômica.
O plano tinha duas vertentes:
Marítima: mobilização de doze meios navais da Marinha do Brasil, incluindo o Porta-Helicópteros Atlântico, fragatas classe Niterói e o navio-doca Bahia. Operações Especiais do BtlOpEspFuzNav e GruMeC seriam usadas para criar corredor de evacuação. A operação seria apresentada como “treinamento e presença dissuasória”, contornando autorização legislativa.
Aérea: infiltração de um KC-390 Millennium da FAB, com destacamento combinado de Operações Especiais do Exército, Marinha e Força Aérea. O pouso em pista selecionada permitiria extração rápida de Maduro e colaboradores, com retorno a Boa Vista ou Manaus. A operação seria disfarçada como “cooperação humanitária”.
O serviço de inteligência dos EUA e o USSOUTHCOM monitoraram os planos brasileiros. A Marinha se posicionou contrária à participação, revelando divisões internas nas Forças Armadas. Washington deixou claro que qualquer tentativa de resgate acarretaria novas sanções econômicas e diplomáticas.
Movimentações recentes indicam preparação logística: voos de treinamento em Anápolis e Campo Grande, deslocamento de blindados para Boa Vista e reforço em Pacaraima.
A Operação Imeri, mesmo mascarada como ação humanitária, buscava proteger Maduro e cúmplices da captura ou neutralização por ações do Comando Sul.
