Sindjus anuncia mobilização para derrubar vetos de Lula a reajuste do Judiciário
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Sindjus anuncia mobilização para derrubar vetos de Lula a reajuste do Judiciário

O projeto havia sido encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e previa reajustes sucessivos de 8% ao longo de três anos
Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Entidade promete pressão sobre deputados e senadores para restabelecer a medida aprovada pelo Congresso

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União (Sindjus) informou que irá atuar no Congresso Nacional para tentar reverter os vetos do presidente Lula (PT) ao projeto que trata do reajuste salarial da categoria.

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O presidente sancionou parcialmente o Projeto de Lei nº 4.750/2025, mantendo apenas o aumento de 8% nos vencimentos dos servidores, com vigência a partir de 1º de julho de 2026. As parcelas previstas para 2027 e 2028, que completariam a recomposição salarial aprovada pelo Legislativo, foram vetadas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22).

Em nota, o Sindjus afirmou que já articula uma ofensiva política para restabelecer o texto original.

“O SINDJUS vai liderar a luta no Congresso Nacional pela derrubada dos vetos para assegurar o índice de 25,97% encaminhado pelo STF e aprovado pela Câmara dos Deputados e Senado Federal”, disse a entidade.

O sindicato também fez críticas à condução de negociações anteriores e apontou divergências no movimento sindical. Segundo o Sindjus, a abstenção de dirigentes da Fenajufe em votação no Fórum de Carreiras teria contribuído para a redução do reajuste inicialmente discutido

“Se não fosse por essa traição, teríamos a possibilidade de 15,94% de reajuste em 2026”, afirma o texto.

O projeto havia sido encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e previa reajustes sucessivos de 8% ao longo de três anos. Com os vetos presidenciais, o aumento ficou restrito ao exercício de 2026.

Na justificativa encaminhada ao Congresso, o Palácio do Planalto alegou que os aumentos futuros “contrariam o interesse público ao estabelecer aumento da despesa com pessoal com parcelas a serem implementadas em períodos posteriores ao final do mandato do Presidente da República”.

O governo também citou dispositivos legais que vedam a criação de despesas dessa natureza além do período de mandato do chefe do Executivo.

O reajuste sancionado não alcança ministros do Supremo Tribunal Federal nem magistrados, sendo restrito aos servidores do Judiciário da União, incluindo ocupantes de cargos efetivos, funções comissionadas e funções de confiança.

A eventual derrubada dos vetos depende agora de votação em sessão conjunta do Congresso Nacional.

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