Sheinbaum diz que Trump descarta ação militar no México
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Sheinbaum diz que Trump descarta ação militar no México

Presidente mexicana relata conversa com líder dos EUA e cita queda de 50% no tráfico de fentanil

Sheinbaum diz que Trump descarta ação militar no México

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Por Redação

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira (12) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não planeja uma ação militar contra o país. A declaração foi feita após conversa telefônica entre os dois.

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Durante coletiva diária, Sheinbaum disse que recusou a proposta de Trump para combater cartéis de drogas em território mexicano. A presidente afirmou que o governo reduziu em 50% o tráfico de fentanil para os Estados Unidos ao longo de um ano. “Continuamos a colaborar no âmbito da nossa soberania”, declarou.

Em publicação na rede X, Sheinbaum classificou o diálogo como “muito produtivo”. Segundo ela, os temas tratados incluíram segurança com respeito à soberania, redução do tráfico de drogas, comércio e investimento. “A colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre trazem resultados”, escreveu.

Questionada sobre declarações de Trump a respeito de Cuba, a presidente disse não ter tratado do tema com autoridades cubanas, mas afirmou estar disposta a ajudar na comunicação, se solicitada.

Na quinta-feira (8), Trump afirmou à Fox News que os Estados Unidos iniciariam operações terrestres contra cartéis de drogas que, segundo ele, “estão controlando o México”. Na mesma entrevista, elogiou a captura de Nicolás Maduro e disse que os EUA eliminaram 97% das drogas que entram por via marítima.

Trump também declarou que pretende atacar rotas terrestres do tráfico e criticou gestões anteriores nos Estados Unidos. Disse ainda que Cuba depende financeiramente da Venezuela e comentou planos para explorar o petróleo venezuelano após a queda de Maduro, citando reuniões com executivos do setor.

O presidente americano afirmou que a receita do petróleo beneficiará os Estados Unidos e a Venezuela e confirmou encontro com líderes da indústria petrolífera na Casa Branca. Também comentou a possibilidade de receber a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado, que o convidou a visitar Washington.

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