O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 33,74 bilhões em maio, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central no relatório “Estatísticas Fiscais”. O resultado reúne União, Estados, municípios e estatais, e representa o menor saldo negativo para o mês desde 2022. Em comparação com maio de 2024, o déficit caiu 47,2%, quando havia somado R$ 63,9 bilhões.
O governo federal foi responsável por um déficit de R$ 37,4 bilhões, enquanto os governos regionais apresentaram superavit de R$ 4,5 bilhões.
No acumulado de 12 meses, o setor público registrou superavit primário de R$ 24,1 bilhões, o equivalente a 0,20% do PIB. Até abril, havia déficit de R$ 6 bilhões nesse indicador, que exclui os gastos com juros da dívida.
Somente com juros, o setor público gastou R$ 92,1 bilhões em maio. No período de 12 meses, a despesa total com juros somou R$ 946,1 bilhões, ou 7,77% do PIB.
O resultado nominal, que inclui os juros, foi deficitário em R$ 125,9 bilhões no mês. No acumulado em 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 922 bilhões, ou 7,58% do PIB.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 76,1% do PIB em maio, alta de 0,2 ponto percentual em relação a abril. A elevação foi puxada por gastos com juros (+0,8 ponto), enquanto a variação negativa do PIB nominal reduziu 0,6 ponto percentual.
Desde o início do ano, a dívida teve queda de 0,4 ponto percentual, influenciada por:
- aumento dos gastos com juros (+3,7 pontos);
- crescimento do PIB nominal (-2,7 pontos);
- valorização cambial (-0,3 ponto);
- resgates líquidos de dívida (-1,0 ponto).
O estoque da dívida bruta do país somou R$ 9,3 trilhões em maio.
