Servidor da CGU é indiciado por agredir ex-namorada e filho de 4 anos no DF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Servidor da CGU é indiciado por agredir ex-namorada e filho de 4 anos no DF

O indiciamento, formalizado no dia 8 de dezembro, prevê que ele responda por lesão corporal contra a mulher e maus-tratos contra a criança.
O indiciamento, formalizado no dia 8 de dezembro, prevê que ele responda por lesão corporal contra a mulher e maus-tratos contra a criança. Foto: Kenzo Suzuki ASCOM/CGU

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

David foi afastado por 60 dias e proibido de acessar aos prédios do órgão durante andamento do processo

O servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) David Cosac Junior, de 50 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal por agredir a ex-namorada e o filho dela de quatro anos em 7 de dezembro.

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O indiciamento, formalizado no dia 8 de dezembro, prevê que ele responda por lesão corporal contra a mulher e maus-tratos contra a criança.

Segundo a PCDF, os laudos do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmaram as agressões, registrando lesões contusas na mulher e manchas avermelhadas nas laterais do rosto da criança.

Nas imagens, ele aparece atacando a mulher e a criança com socos e tapas por cerca de 20 segundos, interrompendo apenas quando mãe e filho caíram ao chão.

Com o indiciamento, David passa a ser oficialmente considerado suspeito, e o caso segue em investigação, podendo ser encaminhado ao Ministério Público para avaliação de eventual denúncia à Justiça.

Em sessão extraordinária do Diário Oficial da União publicada nesta sexta-feira (26), foi determinado o afastamento cautelar do servidor por 60 dias. Enquanto durar a investigação, ele também está proibido de entrar nos prédios da CGU.

Em nota, o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, classificou os fatos como “gravíssimos e inaceitáveis” e ressaltou que violência contra mulheres e crianças é crime.

O servidor já havia sido denunciado em 2017 por injúria e ameaça contra um funcionário de supermercado, após reagir de forma agressiva a um erro no registro de preço de um produto, chegando a chutar o carrinho e xingar o funcionário.

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