O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assinou na sexta-feira (28) um ato que elevou, pelo segundo mês consecutivo, a cota parlamentar usada para despesas como passagens aéreas, propaganda e consultorias. Com a medida, o valor médio mensal disponível para cada senador subiu para R$ 46.402,62.
A decisão foi publicada na véspera do Carnaval e passou a valer já em 1º de março. O benefício é bancado com dinheiro público e varia conforme o estado de origem do parlamentar, principalmente devido aos custos das passagens aéreas. O menor valor é destinado aos senadores do Distrito Federal (R$ 36.582,46), enquanto o maior vai para os representantes do Amazonas (R$ 52.798,82).
A cota já havia sido reajustada em fevereiro deste ano, quando passou para R$ 41.360,93, um aumento de 6,13% determinado pelo ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Agora, com o novo ato de Alcolumbre, houve um acréscimo de 12% em apenas um mês.
Além do aumento da cota parlamentar, Alcolumbre autorizou um reajuste de 22,19% no auxílio-alimentação dos funcionários do Senado. O benefício passou de R$ 1.460,41 para R$ 1.784,42, igualando-se ao valor pago pelo Tribunal de Contas da União (TCU), uma demanda do funcionalismo da Casa.
O presidente do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU), Alison Souza, afirmou que a Câmara dos Deputados também deve seguir o mesmo caminho e reajustar o benefício.
Enquanto o governo Lula mantém cortes e contingenciamentos em áreas essenciais, o Senado amplia regalias bancadas com dinheiro dos pagadores de impostos.
