Indicado novamente por Lula, procurador-geral foi aprovado com apoio do centro e da direita
O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta (12) a recondução de Paulo Gonet Branco para mais dois anos no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A indicação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu 45 votos favoráveis e 26 contrários, o mínimo necessário era 41. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia dado aval ao nome de Gonet por 17 votos a 10, após sabatina de cerca de seis horas.
Mandato vai até dezembro de 2027
Com a aprovação, o procurador-geral também seguirá à frente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A nomeação oficial será feita por decreto presidencial.
Durante a sabatina, Gonet se defendeu das críticas e reafirmou que mantém “atuação institucional independente e técnica”. Disse que a PGR “não faz denúncias precipitadas” e que a apuração dos fatos ocorre com “rigor e ponderação”.
Na prática, porém, Gonet endossou relatórios e teses infundadas da Polícia Federal e de Alexandre de Morares, relator dos inquéritos políticos. Suas denúncias contra os manifestantes do 8 de janeiro já levaram a 715 condenações, entre elas a de Débora Rodrigues, que pintou a estátua da justiça com um batom.
Outros 568 réus foram obrigados a firmar acordos de não persecução penal e apenas 12 foram absolvidos, inclusive um mendigo. Outros 606 processos ainda estão em andamento.
Carioca, formado em Direito pela Universidade de Brasília, mestre pela Universidade de Essex e doutor pela UnB, Gonet integra o Ministério Público Federal desde 1987 e é subprocurador-geral desde 2012.
Também foi vice-procurador-geral eleitoral e diretor da Escola Superior do MPU.
