Compra milionária de antidrone pela FAB é mais uma polêmica da COP30
A Força Aérea Brasileira (FAB) autorizou a compra, sem licitação, de um sistema antidrone para a COP30, marcada para novembro em Belém (PA). O evento ocorrerá entre 10 e 21 de novembro.
O equipamento comprado pela FAB custará R$ 6,6 milhões do bolso dos contribuintes. O contrato, feito de maneira “emergencial”, foi firmado com a britânica D-Fend Solutions AD LTD, especializada em neutralização de drones e proteção de perímetros críticos, como bases aéreas e eventos internacionais.
A Força justificou a dispensa de licitação pela “urgência”, afirmando que o sistema será usado em áreas sensíveis de movimentação de aeronaves e proteção de pátios operacionais durante a COP30, que reunirá chefes de Estado e delegações estrangeiras.
Inicialmente, a compra estava orçada em US$ 610 mil (cerca de R$ 3,3 milhões na cotação de 16 de outubro). No entanto, 4 dias depois, a FAB publicou retificação, dobrando o valor para US$ 1,2 milhão, equivalente a R$ 6,6 milhões.
OEI E COP30
Essa não é a 1ª polêmica envolvendo a COP30. Uma das principais envolve o contrato firmado pelo governo Lula com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), com sede na Espanha, para a organização da COP30 em Belém (PA). O valor do acordo é de R$ 478,3 milhões e levantou suspeitas de irregularidades.
Por se tratar de uma organização internacional, o contrato foi firmado sem licitação, com a OEI escolhida de forma unilateral pelo governo petista. O acordo, assinado em dezembro de 2024, tem validade até 30 de junho de 2026.
Como revelou o jornalista Claudio Dantas, o contrato leva a assinatura de Valter Correia da Silva, nomeado por Rui Costa, ministro da Casa Civil, como secretário extraordinário para a COP30. Silva foi preso em 2016 na Operação Custo Brasil, da Lava Jatoc que investigou um esquema de R$ 100 milhões em propinas envolvendo a contratação, pelo Ministério do Planejamento, de uma empresa para fazer a gestão tecnológica de empréstimos consignados.
