Ditadores não Choram!
Brasília, Sexta, 12 de junho de 2026
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Toffoli chora em sessão do STF durante homenagem por seus 16 anos na Corte; Fachin conduziu a celebração.
Toffoli chora em sessão do STF durante homenagem por seus 16 anos na Corte; Fachin conduziu a celebração.

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Por Claudio Dantas

Os nervos estão à flor da pele no Supremo Tribunal Federal. Luis Roberto Barroso chamou atenção em sua despedida com um chororô de dar dó e de levantar suspeitas sobre a real razão para deixar a Corte bem antes do previsto.

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“Tenho muito orgulho de ter dividido com todos a aventura de defender a democracia brasileira”, disse, com a voz embargada.

Ontem, foi a vez de Dias Toffoli, que apareceu virtualmente na sessão plenária e foi aos prantos quando homenageado por Edson Fachin — lá se vão 16 anos desde que o advogado do PT entrou para a Corte!

Em sua fala, o ministro que anulou todas as provas de corrupção da Odebrecht, disse que o Supremo “é o maior poder judiciário do mundo, a corte constitucional que mais julga no mundo, o judiciário mais produtivo de todo o mundo”.

“Orgulho de estar ao lado de colegas que têm a estatura de serem os maiores e melhores juristas e magistrados da nação brasileira. Só nós, que sentamos nessas cadeiras, temos a dimensão dela.”

Dias atrás, foi a vez de Gilmar Mendes, que também foi às lágrimas ao elogiar Alexandre de Moraes, cujo papel na condução do inquérito da trama golpista foi considerado pelo decano como “quase ou verdadeiramente heróico”.

“A presidência de vossa excelência entra para a história como a primeira vez em que um chefe de Estado, ao lado de militares de alta patente, é condenado por golpe ou tentativa de golpe de Estado no Brasil. E esse é um fato que merece registro. Trata-se de um evento raríssimo, também em termos mundiais”, disse.

Para além da percepção absolutamente distorcida que os ministros têm de si mesmos e de uma provável estratégia midiática para tentar criar empatia com a sociedade, esse chororô soa como ofensa às vítimas reais da Juristocracia. Milhares de brasileiros presos e submetidos a tratamento desumano, sem direito ao devido processo legal, e outros tantos censurados e perseguidos.

Em vez de se derramarem por Moraes, cumprindo um papel constrangedor, era melhor que se espalhassem nele. O homem não teve só seus vistos para os EUA suspensos, mas levou uma Magnitsky sobre a cabeça e não se curvou. Até sua mulher e filhos estão pagando o preço de seu abuso de poder, do reiterado arbítrio, e nem uma lágrima corre de seus olhos arregalados — não em público.

Ditadores não choram, eles gargalham de suas vítimas! Não carregam culpa ou ressentimento de seus atos, mesmo quando matam. Eles se regozijam de seu poder e não estão nem aí para o que pensa a mídia, a classe artística e pseudo-intelectuais; desde que não deixem de adulá-los.

Portanto, parem de chorar suas lágrimas de crocodilo e assumam o autocrata que vive em cada um de vocês. Façam como Moraes, um ditador de dar orgulho.

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