Sem EUA, Reino Unido reúne países para tratar bloqueio de Ormuz
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Sem EUA, Reino Unido reúne países para tratar bloqueio no Estreito de Ormuz

Encontro com mais de 40 nações cobra ação diplomática contra restrições impostas pelo Irã

Reino Unido liderou cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz — Foto: LEON NEAL / AFP
Reino Unido liderou cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz — Foto: LEON NEAL / AFP

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Reino Unido acusou o Irã nesta quinta-feira (2) de “manter a economia mundial como refém”, durante reunião com diplomatas de mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz.

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Os Estados Unidos não participaram do encontro virtual. A ausência ocorre após o presidente Donald Trump afirmar que a segurança da rota marítima não é responsabilidade americana.

A secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, afirmou que o encontro demonstra “a força da determinação internacional” para reabrir o estreito por meios políticos e diplomáticos.

Segundo ela, o Irã “sequestrou uma rota internacional de navegação”, com impacto direto na economia global e pressão sobre preços de petróleo e alimentos.

Ataques a navios comerciais e ameaças na região reduziram drasticamente o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, foram registrados 23 ataques a embarcações, com 11 mortos.

O fluxo de navios caiu e parte das embarcações que ainda cruzam a região tenta contornar sanções para transportar petróleo iraniano.

Nenhum país sinalizou ação militar imediata para reabrir a rota. A estratégia discutida envolve medidas diplomáticas e, posteriormente, ações de segurança marítima após o fim dos combates.

Mais de 30 países assinaram declaração conjunta exigindo que o Irã permita a passagem segura e se comprometeram a colaborar com a proteção da navegação.

O grupo também discutiu formas de garantir a segurança de cerca de 20 mil marinheiros e 2 mil navios afetados pela crise.

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