Após o enrosco diplomático com Donald Trump na Casa Branca, Volodymyr Zelensky foi ao X dizer que a Ucrânia é “grata” aos Estados Unidos, cuja ajuda “foi vital para nos ajudar a sobreviver” durante os três anos de invasão russa. “Apesar do diálogo difícil, continuamos parceiros estratégicos. Mas precisamos ser honestos e diretos uns com os outros para realmente entender nossos objetivos compartilhados”, disse.
Num longo fio, afirmou ainda ser “crucial para nós termos o apoio do presidente Trump”. “Ele quer acabar com a guerra, mas ninguém quer a paz mais do que nós do. Somos nós que vivemos esta guerra na Ucrânia. É uma luta pela nossa liberdade, pela nossa própria sobrevivência.” Zelensky disse estar pronto para assinar o acordo de minerais, mas alegou não ser “o suficiente”.
“Um cessar-fogo sem garantias de segurança é perigoso para a Ucrânia (…) O acordo sobre minerais é apenas um primeiro passo em direção a garantias de segurança e para nos aproximarmos da paz (…) Se não podemos ser aceitos na OTAN, precisamos de uma estrutura clara de garantias de segurança de nossos aliados nos EUA.”
Na prática, o presidente ucraniano deixou claro que não estava satisfeito com o acordo de minerais. Então por que foi à Casa Branca? Por que usou o encontro televisionado no Salão Oval para frustrar as negociações?
Na postagem no X, ele ainda fez questão de dizer que a “Europa está pronta para contingências e para ajudar a financiar nosso grande exército” e exigiu compromisso dos EUA na “definição de garantias de segurança — que tipo, que volume e quando”. “Uma vez que essas garantias estejam em vigor, podemos conversar com a Rússia, a Europa e os EUA sobre diplomacia”, afirmou, numa referência clara à declaração do vice, J.D. Vance.
Zelenesky, cuja carreira política foi feita sob holofotes da mídia, deve saber o que está fazendo e o quanto se distancia do caminho da paz. Só não pode reclamar se Trump responder com um lacônico “boa sorte” com seus amigos europeus.
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