Santa Catarina lidera menor taxa de mortes violentas
Brasília, Quinta, 23 de julho de 2026
Brasil

Santa Catarina lidera menor taxa de mortes violentas

Estado catarinense assume a primeira posição no Anuário da Segurança Pública após reduzir índice de homicídios em 2025

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Santa Catarina registrou, em 2025, a menor taxa de mortes violentas do país, com 7,6 casos por 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado hoje (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com o resultado, o estado ultrapassou São Paulo, que passou a registrar 7,8 mortes por 100 mil habitantes.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

É a primeira vez desde 2014 que São Paulo deixa a liderança nesse indicador.

Os dois estados reduziram os índices em relação a 2024. Em Santa Catarina, a taxa caiu de 8,6 para 7,6 mortes por 100 mil habitantes. Já em São Paulo, a redução foi de 8,2 para 7,8.

São Paulo foi o primeiro estado brasileiro a registrar taxa inferior a 10 homicídios por 100 mil habitantes, em 2018. Santa Catarina atingiu esse patamar em 2021.

Amapá permanece com maior índice

Na outra ponta do levantamento, o Amapá manteve a maior taxa de mortes violentas do país pelo segundo ano consecutivo. O estado registrou 42,5 mortes por 100 mil habitantes, contra 45,2 em 2024.

A Bahia aparece na segunda posição, com redução de 40,7 para 36,8 mortes por 100 mil habitantes. O Ceará ocupa o terceiro lugar, após queda de 37,5 para 34,7.

Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal reduziram suas taxas de mortes violentas em 2025, enquanto sete registraram aumento.

Brasil registra menor taxa desde o início da série

O Anuário também aponta que o Brasil alcançou a menor taxa de mortes violentas desde o início da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, iniciada em 2012.

Foram contabilizadas 40.775 vítimas em 2025, uma redução de 8% em relação ao ano anterior. Pela primeira vez, a taxa nacional ficou abaixo de 20 mortes violentas por 100 mil habitantes, encerrando o ano em 19,1.

O levantamento também registrou aumento em outros indicadores, como feminicídios, violência psicológica contra a mulher, stalking, descumprimento de medidas protetivas, registros de abuso sexual infantil e casos de bullying e cyberbullying. Além disso, houve crescimento de 6% na população prisional e de 5% nas mortes provocadas por policiais.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade