Saiba quais são as empresas afetadas pelo ataque hacker ao BC - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Saiba quais são as empresas afetadas pelo ataque hacker ao BC

Prévia do PIB pelo Banco Central indica alta de 0,4% em agosto, menor que os 0,7% previstos pelo mercado
Prévia do PIB pelo Banco Central indica alta de 0,4% em agosto, menor que os 0,7% previstos pelo mercado

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Por Isac Mascarenhas

A C&M Software, empresa fundada em 1999 e especializada na integração de instituições financeiras a sistemas como o Pix, foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de aproximadamente R$ 1 bilhão. O crime, que já é considerado um dos maiores do setor financeiro brasileiro, deu acesso a contas de reserva de instituições como a BMP e a Credsystem, usadas pelo Banco Central (BC)

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A C&M Software comunicou o ataque à sua infraestrutura tecnológica na noite de terça-feira (1), informando que o sistema de seis instituições financeiras foi afetado. O BC  não divulgou os valores envolvidos. No entanto, fontes do mercado estimam que o prejuízo possa atingir R$ 1 bilhão. O crime está sendo investigado pelo banco, pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de São Paulo.

A C&M Software foi a primeira a obter autorização do BC para prestar serviços de processamento de dados ao setor financeiro e já atendeu cerca de 400 clientes, incluindo o Bradesco, fintechs, corretoras de investimentos e cooperativas de crédito, afirmando deter 23% de participação nesse segmento.

O ataque hacker permitiu acesso às contas reservas das seis instituições, incluindo a BMP e a Credsystem. A BMP informou que, ao detectar o ataque, a C&M Software foi imediatamente desconectada do ambiente do Banco Central. A empresa garantiu que “nenhum cliente da BMP foi impactado ou teve seus recursos acessados” e que o ataque envolveu exclusivamente recursos depositados em sua conta reserva no Banco Central.

A BMP, também prestadora de serviços para o setor financeiro e localizada na Av. Paulista (SP), reporta ter 280 parceiros, processar R$ 15 bilhões em transações bancárias e R$ 1,5 bilhão em operações de crédito por mês. Fundada em dezembro de 1999, a empresa se autointitula a primeira fintech do país e tem autorização do BC para atuar como instituição financeira desde 2009.

Já a Credsystem, fundada em 1996 e com foco no varejo, já emitiu 44 milhões de cartões para clientes de varejistas desde sua criação. As duas últimas empresas não retornaram o contato para comentar a reportagem.

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