Rússia acusa EUA de “pirataria” no Caribe após bloqueio à Venezuela
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Rússia acusa EUA de “pirataria” no Caribe após bloqueio à Venezuela

A diplomata também reiterou o apoio da Rússia ao governo de Nicolás Maduro.
A diplomata também reiterou o apoio da Rússia ao governo de Nicolás Maduro. Foto: Reprodução.

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Por Redação

Moscou afirma que ações americanas violam o direito internacional e alerta para risco de escalada

A Rússia acusou os Estados Unidos nesta quinta-feira (25) de promover atos de “pirataria” e “banditismo” no Mar do Caribe ao intensificar o bloqueio marítimo contra a Venezuela. A crítica foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores russo, que classificou as ações como ilegais e alertou para o agravamento da crise regional.

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As informações foram divulgadas pela agência Reuters.

Segundo a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, a interceptação de embarcações vinculadas ao setor petrolífero venezuelano representa uma violação direta das normas internacionais.

“Hoje, estamos testemunhando uma completa ilegalidade no Mar do Caribe, onde o roubo de propriedade alheia — ou seja, a pirataria e o banditismo — estão sendo revividos”, afirmou.

Zakharova disse ainda que Moscou defende a redução imediata das tensões e apelou para uma postura mais pragmática da Casa Branca.

“Defendemos consistentemente a desescalada e esperamos que o pragmatismo e a racionalidade do presidente dos EUA, Donald Trump, permitam encontrar soluções mutuamente aceitáveis dentro das normas jurídicas internacionais”, declarou.

A diplomata também reiterou o apoio da Rússia ao governo de Nicolás Maduro.

“Confirmamos nosso apoio aos esforços do governo venezuelano para proteger a soberania e os interesses nacionais, bem como para manter um desenvolvimento estável e seguro do país”, disse.

As declarações russas ocorrem enquanto os Estados Unidos mantêm operações para apreender embarcações associadas à Venezuela. Um terceiro petroleiro, identificado como Bella 1, segue sob monitoramento da Guarda Costeira norte-americana desde o último domingo (21), mas ainda não foi apreendido.

Autoridades dos EUA informaram que a abordagem foi adiada à espera de reforços operacionais.

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