Rubio acusa Irã de “tentar manter o mundo refém”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Rubio acusa Irã de “tentar manter o mundo refém”

Secretário de Estado dos EUA afirma que ofensiva busca reduzir capacidade militar iraniana

Segundo Rubio, as ações militares iranianas representam uma ameaça não apenas ao Oriente Médio. Foto: Official State Department photo by Freddie Everett

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Por Redação

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (9) que o governo do Irã estaria tentando “manter o mundo como refém” por meio de ataques contra países da região. A declaração foi feita durante um evento realizado no Departamento de Estado dos Estados Unidos.

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As informações são da agência de notícias AFP.

Segundo Rubio, as ações militares iranianas representam uma ameaça não apenas ao Oriente Médio, mas também à estabilidade internacional.

“Estamos vendo a ameaça que esse regime clerical representa para a região e para o mundo. Eles estão tentando manter o mundo como refém”, disse.

O secretário também afirmou que a estratégia dos Estados Unidos busca enfraquecer a capacidade do país de continuar realizando ataques. De acordo com ele, os objetivos militares definidos por Washington estariam avançando.

O conflito na região chega ao décimo dia nesta segunda-feira, marcado por novos episódios de violência, incluindo um ataque contra uma base militar dos EUA no Iraque e contra uma refinaria no Bahrein.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto continuarem as operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.

Em entrevista coletiva, Baghaei declarou que o Irã não iniciou o confronto e que negociações estavam em andamento antes da escalada militar. Segundo ele, diante da situação atual, a prioridade do governo iraniano é responder aos ataques e concentrar esforços na defesa do país.

Rubio fez as declarações durante uma cerimônia dedicada a cidadãos americanos considerados detidos injustamente no exterior.

O evento também contou com familiares de Robert Levinson, ex-agente do FBI que desapareceu em 2007 na ilha iraniana de Kish e cuja morte foi atribuída por autoridades americanas ao governo iraniano. O caso foi citado pelo secretário como exemplo das tensões históricas entre Washington e Teerã.

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