Romeu Zema defende prisão de Moraes e Toffoli
Brasília, Quarta, 10 de junho de 2026
Política

Romeu Zema defende prisão de Moraes e Toffoli

Pré-candidato ao Planalto diz que ministros deveriam ser punidos além do impeachment e afirma que país vive “a maior crise moral da história”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (13) que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveriam ser afastados dos cargos e presos.

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A declaração foi feita durante evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), onde o ex-governador elevou o tom contra o Judiciário.

“Não merecem só processo de impeachment, merecem prisão”, disse.

Zema afirmou que perdeu a confiança na Suprema Corte e sugeriu que há problemas estruturais no tribunal.

“O STF era um lugar em que tínhamos uma certa confiança, mas isso vem se deteriorando há anos”, declarou, ao acrescentar críticas mais duras à atuação dos ministros.

Na avaliação do pré-candidato, o país atravessa um momento crítico do ponto de vista institucional.

“Estamos vivendo a maior crise moral da história do Brasil. Assistimos à atuação de pessoas que se consideram acima da lei”, afirmou.

O ex-governador também disse que o cenário político atual deve ter desdobramentos nas eleições. Segundo ele, o ambiente de insatisfação tende a influenciar o comportamento do eleitorado nos próximos pleitos.

As falas ocorrem em meio à repercussão de investigações envolvendo o Banco Master, que motivaram pedidos de impeachment contra ministros do STF no Senado, sob alegações de possíveis irregularidades e conflitos de interesse.

Durante o evento, Zema também comentou articulações políticas para 2026. Questionado sobre um vídeo ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele afirmou que o registro teve caráter informal, em meio a especulações sobre alianças eleitorais.

Apesar disso, o ex-governador reiterou que pretende disputar a Presidência. Ele ainda fez críticas a partidos do campo da direita, incluindo o PL, ao afirmar que há “problemas internos” em algumas siglas e que o Novo adota critérios mais rigorosos em relação à conduta de seus integrantes.

Sem citar nomes, Zema afirmou que há legendas com integrantes envolvidos em irregularidades e reforçou o discurso de que busca se apresentar como uma alternativa política “sem escândalos”.

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