Dono de Manguinhos é alvo de investigação bilionária e mantém relações políticas antigas
Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos, alvo de uma megaoperação que apura um rombo estimado em R$ 26 bilhões, acumula históricas ligações com figuras do meio político.
Em setembro, em declaração à Folha de S.Paulo, Magro afirmou manter relação próxima com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). “Um amigo que eu tenho fora da política”, disse à época.
As conexões de Magro com lideranças partidárias atravessam diferentes governos. Em 2010, ele levou para a direção da refinaria Marcelo Sereno, então líder petista. Sereno foi chefe de gabinete de José Dirceu na Casa Civil durante o primeiro governo Lula e também secretário nacional de Comunicação do PT.
Magro também já se apresentou como advogado do ex-deputado Eduardo Cunha.
A investigação em curso apura suspeitas de fraude fiscal estruturada envolvendo a refinaria.
