Documento aponta expansão chinesa na África, Ásia e América Latina
Relatório apresentado nesta segunda-feira (14) ao Comitê de Relações Exteriores do Senado americano por senadores do Partido Democrata tenta jogar no colo de Donald Trump a responsabilidade pela expansão global da China em áreas sensíveis.
O documento diz que Trump reduz a atuação internacional dos Estados Unidos, enquanto a China vem ocupando o espaço na diplomacia, na economia e na assistência humanitária. Além de ser uma conclusão desonesta, trata-se claramente de um panfleto elaborado pelos órfãos da USAID.
O documento de 91 páginas foi publicado durante os cortes promovidos por Trump no Departamento de Estado, que levarão à demissão de mais de 1.350 funcionários até sexta-feira (18), parte de uma redução total de quase 3 mil cargos.
Os autores alegam que, em diversos pontos do mundo, a China tem se antecipado para ocupar os espaços deixados pelos Estados Unidos, citando projetos de radiodifusão, programas de vacinação e segurança alimentar.
Citam que, na América Latina, a investida também é agressiva e dão como exemplo o Fórum China-Celac com os 33 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.
No evento, Xi Jinping prometeu uma linha de crédito de US$ 9 bilhões, além de novos investimentos em infraestrutura para a região.
O que o relatório dos senadores democratas escondem é que o governo de Joe Biden, cujo filho lucrou com negócios na China, teve postura leniente em relação ao avanço do gigante asiático. A administração Trump, por sua vez, tem apenas 6 meses.
