Relator apresenta parecer contra cassação de Carla Zambelli na CCJ
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Relator apresenta parecer contra cassação de Carla Zambelli na CCJ

Deputado Diego Garcia e Deputada Carla Zambelli Foto: Reprodução
Deputado Diego Garcia e Deputada Carla Zambelli Foto: Reprodução

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Por Redação

Deputado Diego Garcia diz não haver provas de que parlamentar tenha ordenado invasão ao CNJ; votação foi adiada

O relator do processo contra a deputada Carla Zambelli, do PL de São Paulo, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado Diego Garcia, do Republicanos do Paraná, apresentou nesta terça-feira, 2 de dezembro, parecer contrário à cassação do mandato da parlamentar.

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Em coletiva à imprensa, Garcia afirmou não ter encontrado provas de que Zambelli tenha ordenado a invasão ao Conselho Nacional de Justiça.

Eu analisei toda a ação e todos os documentos aos quais tive acesso e o que encontrei foram suspeitas, mas não há certeza de que a deputada tenha ordenado as invasões”, disse o relator, chamando o caso de complexo e ressaltando que é a primeira vez que a Câmara analisa uma situação envolvendo uma parlamentar condenada e presa no exterior.

Um pedido de vista adiou a votação, que ficará para a próxima semana. O parecer ainda precisa ser votado pelos membros da CCJ, que podem aceitar ou rejeitar o texto. Após a análise da comissão, o caso será submetido ao plenário da Câmara, sendo necessários pelo menos 257 votos para a cassação.

Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF

Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por comandar uma invasão aos sistemas do CNJ, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto. Entre os documentos falsos inseridos na base de dados do CNJ, havia um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

A defesa da deputada apresentou recurso alegando cerceamento de defesa, por falta de acesso a todos os arquivos apreendidos, mas teve o pedido negado. Zambelli também recebeu outra condenação de cinco anos e três meses de prisão por perseguir, armada, um homem em São Paulo em 2022. Não cabem mais recursos das duas decisões.

A parlamentar está presa em Roma, na Itália, desde julho deste ano, após fugir do Brasil antes de a condenação se tornar definitiva. Ela declarou que pretende ser julgada pela Justiça italiana e que provará não ter envolvimento na invasão ao sistema do CNJ.

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