Relator da CPMI do INSS cobra quebra de sigilo após prisão de Vorcaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Relator da CPMI do INSS cobra quebra de sigilo após prisão de Vorcaro

Deputado Alfredo Gaspar afirma que nova prisão reforça necessidade de aprofundar investigações na comissão

relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar classificou o dia como “um Dia da Impunidade” e criticou o que chamou de “blindagem em série” dentro do Parlamento. foto: Divulgação
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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-PE), afirmou nesta quarta-feira (4) que a nova prisão do empresário Daniel Vorcaro reforça a necessidade de aprofundar as investigações conduzidas pela comissão.

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Em nota, o parlamentar declarou que já vinha defendendo a adoção de medidas cautelares contra o banqueiro.

“A nova prisão de Daniel Vorcaro confirma tudo o que eu já vinha alertando na CPMI do INSS. Venho cobrando e afirmando a necessidade desta medida há algum tempo. Quem movimenta bilhões e tem ligação com operações sob investigação precisa responder com transparência e sem privilégios”, afirmou.

A CPMI aguarda o compartilhamento e a efetivação da quebra de sigilo de Vorcaro. Segundo o relator, a medida é considerada estratégica para rastrear possíveis conexões financeiras com contratos e operações analisados pela comissão.

O colegiado também tenta ouvir o empresário formalmente, após ausência em convocação anterior.

Gaspar criticou o fato de Vorcaro não ter comparecido para prestar depoimento.

“Fugiu do depoimento da CPMI, mas não pode fugir da Justiça”, disse.

Na nota, o deputado afirmou ainda que o empresário já deveria estar preso anteriormente.

“Estava de tornozeleira, mas deveria estar atrás das grades há muito tempo. Volta à prisão após ter ameaçado pessoas com quem tinha desavenças e determinado agressões, inclusive contra jornalistas. Absurdo.”

O relator também mencionou impactos do caso sobre aposentados e pensionistas.

“O Brasil não aguenta mais a impunidade que protege poderosos enquanto aposentados e pensionistas pagam a conta. Não podemos ter uma lei flexível para banqueiros e implacável para o cidadão comum.”

Para Gaspar, a decisão judicial fortalece o trabalho da comissão.

“Se há indícios, há investigação. Se há responsabilidade, há consequência.”

A CPMI do INSS deve intensificar nas próximas semanas diligências para acesso a dados bancários e fiscais, além de insistir na convocação de Vorcaro, apontado como peça-chave nas apurações.

“Essa nova prisão reforça que ninguém está acima da lei. O Brasil precisa virar essa página de privilégios. Justiça não pode ter sobrenome nem saldo bancário”, concluiu.

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