Auditoria aponta duplicidade de salários e contratos irregulares
A Receita Federal aplicou auto de infração contra a Fundação Faculdade de Medicina da USP (FFM) por irregularidades em pagamentos a dirigentes ligados à instituição e ao Hospital das Clínicas. Auditores identificaram que médicos criaram empresas para prestar consultorias à fundação, em um esquema que, segundo a fiscalização, camuflava aumentos salariais.
A investigação, iniciada em janeiro de 2023, aponta duplicidade de remuneração, fraude contratual e falhas contábeis. O auto, lavrado em 4 de junho, recomenda a cassação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas), que garante isenção tributária à FFM, gerando economia anual de R$ 311 milhões.
Cinco profissionais estão no centro do caso: Eloisa Bonfá, atual diretora da Faculdade de Medicina da USP, Tarcisio Eloy Pessoa de Barros Filho, vice-presidente da FFM, Flávio Fava de Moraes, ex-diretor, Roger Chammas, oncologista, e José Otavio da Costa Auler Junior, professor aposentado. Os valores pagos variavam de R$ 30 mil a R$ 70 mil por mês.
Defesa contesta acusações
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