Polícia Civil diz que IML deve confirmar identidades; FAB e Cenipa investigam causas do acidente em Aquidauana (MS)
A delegada Ana Cláudia Medina informou que a identificação dos quatro mortos na queda de um avião de pequeno porte em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, foi dificultada pela carbonização dos corpos. O grupo se preparava para pousar na Fazenda Barra Mansa quando ocorreu o acidente na noite de terça-feira (23). As vítimas são o piloto Marcelo Pereira de Barros, o arquiteto chinês Kongjian Yu e os cineastas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr., segundo relato colhido pela CNN Brasil.
A Polícia Civil priorizou a remoção e individualização dos corpos e aguarda os procedimentos do Instituto Médico Legal (IML) para confirmação formal das identidades. Testemunhas foram ouvidas, exames foram requisitados e equipes do Cenipa — órgão da Força Aérea responsável por apurar acidentes aeronáuticos — são esperadas no local para aprofundar a investigação. A FAB já indicou que apura as circunstâncias da ocorrência.
Aeronave era privada, sem autorização para táxi aéreo
Consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) apontou que o Cessna 175 de matrícula PT-BAN, fabricado em 1958 e de propriedade do piloto, estava regular para voos privados, mas não tinha autorização para realizar táxi aéreo, de acordo com reportagem da CNN Brasil. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade estava válido até dezembro de 2025.
Segundo os primeiros relatos, a queda ocorreu durante o procedimento de aproximação para pouso na Barra Mansa. O grupo estava no Pantanal para produzir o documentário “Planeta Esponja”. O resgate levou horas por causa das condições do terreno alagadiço, conforme cobertura relacionada.
Quem são as vítimas
Além de Kongjian Yu e de Luiz Ferraz, morreram o documentarista Rubens Crispim Jr. e o piloto Marcelo Pereira de Barros. O grupo estava no Pantanal para gravar o documentário “Planeta Esponja” com o arquiteto.
Kongjian Yu é reconhecido internacionalmente pelo conceito de “Cidade Esponja”, política adotada na China em 2013 para soluções verdes de drenagem urbana. Ele participou neste mês da Conferência Internacional do CAU 2025, em Brasília.
Luiz Ferraz é diretor de documentários e integrou a Olé Produções; entre os trabalhos recentes está a série da HBO indicada ao Emmy Internacional “Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia”.