Quanto mais batem, mais ele cresce - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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Quanto mais batem, mais ele cresce

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Por Claudio Dantas

A República tem um desafio enorme pelos próximos dois anos. O que fazer com Jair Bolsonaro, atualmente a maior liderança popular do país e único capaz de bater Lula nas urnas. Pesquisa do Instituto Paraná mostra o ex-presidente com 37,6% das intenções de voto contra 33,6% do petista. Ou seja, dois anos depois de ter saído da Presidência e concorrendo com o atual ocupante do Planalto, Bolsonaro venceria a eleição, caso fosse hoje e se estivesse elegível. Ciro Gomes teria 7,9%, Simone Tebet 7,7% e Ronaldo Caiado 3,7%.

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A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 25, ou seja, antes da divulgação do relatório de indiciamento da Polícia Federal, mas já sob o efeito da prisão dos militares que, segundo a PF, teriam planejado matar Alexandre de Moraes, Lula e Geraldo Alckmin. É possível que uma nova pesquisa acabe por mostrar o ex-presidente com ainda mais popularidade, já que a campanha de linchamento midiático contra ele parece ter efeito inverso. Na política, isso se chama ‘efeito massa de pão’, quanto mais bate, mais cresce. É um efeito psicológico previsível e já bastante estudado.

O eleitor, mesmo o não bolsonarista, tende a se identificar com o ex-presidente, vítima de um cerco judicial e midiático sem precedentes, alvo de inquéritos políticos repletos de falhas e absurdos jurídicos. Quem defende a legalidade, para além da ideologia, não pode concordar com o que Alexandre de Moraes e Fábio Shor estão fazendo. Nos demais cenários pesquisados, sem Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente de todos os outros potenciais candidatos bolsonaristas e ou de centro-direita testados.

Importante ressaltar que a pesquisa não sondou o desempenho eleitoral desses nomes, caso fossem apoiados diretamente pelo ex-presidente. Seja como for, o cenário impõe ao projeto de Gilberto Kassab o desafio de tornar Ratinho Jr conhecido nacionalmente e ainda atrair o apoio de Bolsonaro, que, caso não possa concorrer, deverá apoiar um candidato do próprio PL, talvez o próprio filho Eduardo.

Veja os cenários sem Bolsonaro testados:

– Lula (34,2%) x Tarcísio de Freitas (24,1%)
– Lula (34,2%) x Michelle Bolsonaro (27,5%)
– Lula (34,4%) x Ratinho Junior (15%)
– Lula (34,7%) x Romeu Zema (12,2%)
– Lula (34,7%) x Ronaldo Caiado (5,3%)

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