Manifestações da esquerda podem gerar confusão com protestos da direita já convocados para a mesma data
Edinho Silva, presidente do PT, anunciou que o partido está convocando atos para o 7 de setembro, data já escolhida para novas manifestações de cidadãos que rejeitam o governo Lula e a ditadura do Judiciário, e que cobram anistia geral, ampla e irrestrita.
O cacique petista alega que se trata de um “momento de expressão, de compreensão e de conscientização” contra o tarifaço do governo Trump. “Estamos dialogando com os partidos progressistas”, disse.
O objetivo real, claro, é explorar a data da Independência para repisar o discurso de defesa da soberania, que tem rendido melhora nos índices de popularidade de Lula, ainda que o governo nada tenha feito de concreto para melhorar a relação com os EUA.
“Não podemos permitir que o Brasil seja retaliando por participar dos BRICS. Não podemos admitir que a gente debata de joelhos o que vamos fazer com nossas terras raras. Podemos negociar, mas de forma soberana, enquanto país que tem povo soberano”, afirmou.
A ladainha de defesa da soberania esconde a aproximação do governo Lula com o eixo autocrático global, liderado por China, Rússia e Irã, e que buscam ampliar sua influência na América Latina, onde já mantêm relações estratégicas com Venezuela, Nicarágua e Cuba – todas ditaduras.
NARCOTRÁFICO NA MIRA DOS EUA
Na semana passada, chegaram à costa da Venezuela três contra-torpedeiros dos EUA, assim como aeronaves de monitoramento e combate, e um submarino de propulsão nuclear, além de 4,5 mil efeitos, sendo a metade de fuzileiros navais. O objetivo é combater o narcotráfico, elevado à categoria de terrorismo pela gestão Trump.
Segundo investigações do governo americano, Nicolás Maduro integra o Cartel de Los Soles, uma das principais organizações criminosas em atuação na América Central e no Caribe. A Casa Branca colocou uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão do ditador venezuelano, que teve apreendidos nos EUA mais de US$ 700 milhões em bens de origem ilegal.
O cerco militar dos EUA foi tema da cúpula da OTCA, que reuniu na Colômbia chefes de Estado dos países amazônicos. O chanceler Mauro Vieira reuniu-se em Bogotá com seu homólogo venezuelano, Yván Gil, mas nenhum detalhe da conversa foi divulgado. Apesar de ter enviado sua embaixadora para a posse de Maduro, o governo brasileiro não chegou a reconhecer oficialmente sua eleição.
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