PT envia Paulo Pimenta para ato pró-Kirchner condenada por corrupção - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PT envia Paulo Pimenta para ato pró-Kirchner condenada por corrupção

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Por Redação

Partido chama ex-presidente argentina de vítima de perseguição política

O Partido dos Trabalhadores decidiu reforçar seu apoio a lideranças condenadas por corrupção ao enviar o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) para o ato em defesa da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O evento acontece nesta quarta-feira (18), em Buenos Aires, reunindo simpatizantes da peronista, que foi sentenciada a seis anos de prisão por desvio de recursos públicos.

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Em nota oficial, o partido classificou Kirchner como vítima de uma suposta perseguição judicial, repetindo o discurso que a legenda adota desde os tempos da Operação Lava Jato. A cúpula petista comparou o caso argentino ao processo que levou o ex-presidente Lula à prisão.

Somos solidários a ela, nesse momento em que mais uma vez querem tirar da vida política uma grande liderança popular, assim como fizeram com Perón no seu tempo e com Lula mais recentemente. Por isso, estarei no ato desta quarta-feira, que certamente será histórico”, disse o deputado.

A mobilização está marcada para as 10 horas da manhã, no bairro Constitución, onde Kirchner cumpre pena domiciliar com tornozeleira eletrônica e vigilância policial. Os manifestantes devem percorrer as ruas centrais da capital argentina até o fim da tarde.

A Justiça local condenou a ex-presidente por envolvimento em um esquema bilionário de corrupção, que desviou fundos públicos por meio de contratos de obras rodoviárias na Patagônia. As investigações revelaram que as licitações favoreceram empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez, aliado de longa data da família Kirchner. Segundo o Ministério Público, o prejuízo ao Estado argentino ultrapassa US$ 1 bilhão, sendo que parte das obras sequer foi entregue.

A Suprema Corte da Argentina rejeitou os recursos apresentados pela defesa e manteve a condenação. Entre as restrições impostas, além do uso de tornozeleira, Cristina Kirchner está proibida de sair de casa sem autorização judicial e de promover aglomerações que perturbem a vizinhança.

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