Ex-presidente tenta prisão domiciliar após ser condenada por corrupção
A Justiça da Argentina negou nesta quarta-feira (12) o pedido de prisão imediata da ex-presidente Cristina Kirchner, mas determinou que ela tem cinco dias úteis para se apresentar às autoridades. O prazo, que começou a contar na terça (11), encerra-se na próxima quarta-feira (18), por conta do feriado nacional na segunda-feira (16).
A decisão ocorre após a Suprema Corte argentina confirmar a sentença que condenou Kirchner a seis anos de prisão e à perda definitiva do direito de exercer cargos públicos. A ex-presidente foi sentenciada por corrupção e administração fraudulenta, sob a acusação de beneficiar empresários aliados com 51 contratos de obras rodoviárias na província de Santa Cruz, durante seus dois mandatos (2007-2015).
Cristina permanece em seu apartamento no bairro Constitución, em Buenos Aires, onde tem recebido apoio de simpatizantes que organizam uma vigília constante desde a confirmação da condenação. Nesta quarta, ela apareceu na varanda do imóvel e acenou aos manifestantes, numa tentativa de demonstrar resistência diante da prisão.
A defesa de Kirchner tenta reverter a execução da pena e busca autorização para que ela cumpra prisão domiciliar. Apesar disso, o Segundo Tribunal Criminal Federal foi claro ao fixar o prazo para apresentação dos réus condenados no processo. Caso ela não se entregue até o final do período estipulado, poderá ser detida de forma coercitiva.
