PT diz que combate corrupção, mas tentou barrar CPMI do INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Marinho: PT diz que combate corrupção, mas tentou barrar CPMI do INSS

Rogério Marinho: PT diz que combate corrupção, mas tentou barrar CPMI do INSS
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

De acordo com senador, PT tem “amnésia seletiva” sobre escândalos do próprio governo

No programa ALive desta sexta-feira (14), apresentado pelo jornalista Claudio Dantas, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que não tem dúvida de que os investigados pela CPMI do INSS serão punidos e criticou o governo Lula (PT) por tentar impedir a instalação e andamento da comissão.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O senador destacou que o governo fez um “gesto desesperado” para que a comissão não fosse instalada, lembrando que Fabiano Contarato foi o único petista a apoiar a investigação sobre o roubo dos aposentados.

“Todos os senadores da parte do PT, da base aliada, não assinaram [a CPI]. Fizeram um trabalho forte para que ela não fosse instalada. Depois, tentaram desqualificar a CPI. Disseram que ela não ia avançar, que não ia acontecer”, afirmou.

Após a instalação da CPMI, segundo Marinho, “a primeira ‘consequência’ é que os processos que estavam sob o Estado, os parados, em 17 Estados, começaram a andar. Por quê? Porque o ministro Toffoli havia trazido, por prevenção do processo dele, paralisado nos Estados as investigações. Houve a redistribuição, o ministro André [Mendonça] passou a ser o relator no STF, e as ações começaram a fluir”.

O líder da oposição no Senado ressaltou que “ninguém havia sido preso. A CPI pediu a prisão de 21 pessoas, que eram os mais envolvidos. [Agora] já foram presos 12 desses 21” e que, inicialmente, “não tinha acontecido ainda a ampliação das investigações para as quase 40 entidades [envolvidas no esquema]. A AGU [de Lula], de forma seletiva, estava focando a investigação em 11 ou 12 entidades. E, coincidentemente, a Sindnapi do irmão do Lula, a CONTAG, que é ligada à CUT”.

“Os grandes aglomerados que assaltam o trabalhador aposentado há mais de 30 anos estavam de fora. Então, nós pressionamos e todos estão sendo investigados agora”, destacou.

“Nós quebramos o sigilo bancário de mais de 400 pessoas físicas e entidades. Isso deve chegar até o final desse ano em mais de 700 entidades e pessoas físicas. Porque você quebra um sigilo bancário e você tem uma camada subsequente e isso é uma espécie de pirâmide. Você vai chegando até o final seguindo a trajetória do dinheiro. E nós estamos nos deparando com muitas surpresas”

Marinho disse ainda que a CPMI identificou funcionários de carreira do INSS “que estão no sistema há 20 anos, há 15 anos, que passaram por governos de forma subsequente e que, historicamente, sempre fraudaram o sistema previdenciário”.

De acordo com o senador, os benefícios sociais, como BPC, seguro-defeso, auxílio-doença, pensão e aposentadoria, batem ao menos um trilhão de reais do orçamento federal, e que esse montante “é continuamente atacado pelos bandidos”.

“O PT fica afirmando que nunca houve corrupção no Brasil, só começou no governo do presidente Bolsonaro. Eu acho que eles têm uma amnésia seletiva, porque os maiores casos de corrupção no Brasil foram no governo do PT, e nesse século XXI tem 18 anos de PT”, disse o senador, acrescentando que: “governos se sucederam e muitos deles conviveram com a corrupção de uma forma, eu diria, inerte, passiva e pontual”.

No entanto, segundo ele, o único governo que começou a administração combatendo a fraude no INSS foi o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a medida provisória 871 “foi o primeiro ato administrativo após a reorganização da estrutura organizacional do Estado de combate a fraudes no INSS. Primeira medida”.

Porém, Marinho afirmou que a MP “foi combatida dentro do Congresso pelo PT e pelos seus aliados. Eles votaram contra a revalidação. Votaram contra a medida. Votaram contra o pente fino. Votaram contra as medidas de segurança que foram colocadas para impedir fraudes em diversos setores da Previdência. Votaram contra na Câmara e no Senado. E é esse PT que diz que combate a corrupção”.

O senador também destacou que mais de 20 requerimentos da CPMI do INSS foram rejeitados por parlamentares de esquerda, incluindo pedidos de quebra de sigilo e acareação. Segundo ele, a oposição só rejeitou um requerimento, que envolvia o advogado que denunciou o esquema do roubo dos aposentados. “O PT vai e pede a quebra do sigilo desse advogado”, criticou.

Marinho comparou o pedido do PT contra o advogado ao de Eduardo Tagliaferro, que denunciou ilegalidades no TSE: “O Tagliaferro fez uma denúncia. E quem ele denunciou, que é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre Moraes, agora, é o juiz que o julga. Olha que coisa paradoxal. Então, o PT adota o mesmo procedimento”.

Segundo ele, o PT quer “inibir”, “constranger” e “evitar que as pessoas venham a público denunciar maus feitos”.

ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE:

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade