O Partido Social Democrático (PSD) pretende definir até 31 de março quem representará a legenda na disputa pela Presidência da República em 2026. O prazo foi antecipado pela direção nacional do partido, que inicialmente previa a decisão até meados de abril.
A definição ficará a cargo da cúpula da sigla, presidida por Gilberto Kassab, e integra a estratégia de estruturar com antecedência o projeto eleitoral da legenda para o pleito presidencial.
Três governadores aparecem como pré-candidatos dentro do partido: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. Todos estão no segundo mandato consecutivo à frente de seus estados e são apontados pela direção partidária como nomes capazes de liderar a candidatura própria da sigla ao Palácio do Planalto.
Kassab já havia sinalizado que o PSD pretende lançar candidato próprio na eleição presidencial. Em declarações anteriores, o dirigente afirmou que a legenda só deixaria de ter postulante se os três governadores não estivessem disponíveis para a disputa.
Debate interno e estratégia eleitoral
Os três pré-candidatos participaram na semana passada do encontro “Propostas PSD: modelo para o Brasil”, promovido pela Fundação Espaço Democrático, ligada ao partido. Durante o evento, foram discutidos temas como educação, saúde, segurança pública, agricultura, empreendedorismo e políticas de transparência na gestão pública.
Também estiveram na pauta propostas como reforma administrativa, adoção do voto distrital misto e fortalecimento do papel dos municípios na organização federativa.
Impacto na articulação política
A antecipação do prazo para a escolha do candidato tem relação com o calendário eleitoral. A legislação exige que ocupantes de cargos do Executivo que pretendam disputar outros postos deixem suas funções até o início de abril.
Com a definição do nome do partido antes desse prazo, o PSD busca facilitar decisões políticas dos governadores envolvidos e acelerar a montagem de alianças e chapas estaduais para 2026.
Entre os três postulantes, Ratinho Júnior aparece à frente nas pesquisas internas e levantamentos divulgados publicamente, seguido por Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
