Presidente do PT chama Trump de “maior representante do fascismo” do século 21
Brasília, Sexta, 12 de junho de 2026
Política

Presidente do PT chama Trump de “maior representante do fascismo” do século 21

Em texto publicado na imprensa, Edinho Silva associa avanço da extrema direita global a crise econômica iniciada em 2008

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou as votações do Congresso, classificando-as como “retrocesso grave”.
Foto: Reprodução.

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Por Redação

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em artigo publicado nesta quinta-feira (11) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), seria o “maior representante do fascismo” do século 21. O texto foi divulgado na Folha de S.Paulo e aborda o avanço de lideranças e movimentos de direita em diferentes regiões do mundo.

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No artigo, intitulado “Democracia ou barbárie é a escolha do nosso tempo”, o dirigente petista relaciona esse cenário a uma crise econômica global iniciada em 2008. Segundo ele, o período teria contribuído para o aumento das desigualdades, da insegurança social e da desconfiança nas instituições democráticas.

Ao tratar do presidente norte-americano, Edinho afirma que a agenda de Trump seria marcada por elementos como políticas migratórias mais rígidas, disputas comerciais, tensão com instituições e defesa da hegemonia dos Estados Unidos no cenário internacional.

O presidente do PT também sustenta que o avanço de grupos de extrema direita em diversos países estaria ligado à incapacidade de forças políticas tradicionais de responder a problemas econômicos e sociais. Nesse contexto, afirma que parte do descontentamento popular teria sido direcionada contra a política institucional.

O texto cita o crescimento de partidos de direita em países europeus, com destaque para recentes resultados eleitorais. Edinho também menciona Portugal como exceção nesse movimento, ao qual atribui um cenário distinto.

Em relação à América Latina, o dirigente afirma que a região passou por uma mudança de ciclo político e econômico, com a substituição de governos voltados à ampliação de direitos por gestões alinhadas a políticas de redução do Estado e maior abertura de mercado.

O artigo também cita China e Índia como exemplos de países que, segundo ele, conseguiram enfrentar de forma mais eficiente os efeitos da crise global por meio de planejamento estatal e investimentos públicos.

Ao defender uma resposta ao cenário descrito, Edinho afirma no texto que “democracia ou barbárie é a escolha do nosso tempo”, defendendo uma reorganização econômica e política como alternativa ao avanço de forças que classifica como autoritárias.

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