O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em artigo publicado nesta quinta-feira (11) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), seria o “maior representante do fascismo” do século 21. O texto foi divulgado na Folha de S.Paulo e aborda o avanço de lideranças e movimentos de direita em diferentes regiões do mundo.
No artigo, intitulado “Democracia ou barbárie é a escolha do nosso tempo”, o dirigente petista relaciona esse cenário a uma crise econômica global iniciada em 2008. Segundo ele, o período teria contribuído para o aumento das desigualdades, da insegurança social e da desconfiança nas instituições democráticas.
Ao tratar do presidente norte-americano, Edinho afirma que a agenda de Trump seria marcada por elementos como políticas migratórias mais rígidas, disputas comerciais, tensão com instituições e defesa da hegemonia dos Estados Unidos no cenário internacional.
O presidente do PT também sustenta que o avanço de grupos de extrema direita em diversos países estaria ligado à incapacidade de forças políticas tradicionais de responder a problemas econômicos e sociais. Nesse contexto, afirma que parte do descontentamento popular teria sido direcionada contra a política institucional.
O texto cita o crescimento de partidos de direita em países europeus, com destaque para recentes resultados eleitorais. Edinho também menciona Portugal como exceção nesse movimento, ao qual atribui um cenário distinto.
Em relação à América Latina, o dirigente afirma que a região passou por uma mudança de ciclo político e econômico, com a substituição de governos voltados à ampliação de direitos por gestões alinhadas a políticas de redução do Estado e maior abertura de mercado.
O artigo também cita China e Índia como exemplos de países que, segundo ele, conseguiram enfrentar de forma mais eficiente os efeitos da crise global por meio de planejamento estatal e investimentos públicos.
Ao defender uma resposta ao cenário descrito, Edinho afirma no texto que “democracia ou barbárie é a escolha do nosso tempo”, defendendo uma reorganização econômica e política como alternativa ao avanço de forças que classifica como autoritárias.
