O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, redigiu carta ao presidente Lula oferecendo o cargo, com mandato encerrado em agosto. Ele enfrenta pressão do ministro Rui Costa da Casa Civil para implementar plano de reestruturação, que prevê o fechamento de agências e economia de R$ 1 bilhão, somada à redução de R$ 800 milhões com o Plano de Demissão Voluntária (PDV), afetando 4.000 funcionários.
Fabiano estima que o fechamento de agências pode gerar demissão de 8 a 10 mil empregados. Rui Costa nega, por assessoria, apoio a demissões em massa e defende racionalização de gastos.
Em maio, Fabiano aumentou o próprio salário em 14%. No mesmo período, os trabalhadores da empresa receberam reajuste de apenas 4,1% via Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O aumento ocorreu mesmo com a empresa registrando um prejuízo recorde de R$ 2,6 bilhões em 2024 — quatro vezes mais que o déficit de 2023.
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