Escolha é entre os exportadores brasileiros e os responsáveis pelas sanções
O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, cobrou nesta quarta-feira (6) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se posicione sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
“Não tem muro para o governador Tarcísio. Ele tem de estar de um lado. Ou ele vai ficar do lado dos aliados dele que estão fazendo as sanções, ou ele vai ter que vir para o lado do Brasil”, declarou Viana.
A sobretaxa de 50% passou a valer nesta quarta-feira e atinge boa parte das exportações brasileiras com destino aos EUA. Segundo a Apex, 70% dos bens exportados para o mercado norte-americano saem da Região Sudeste. Desses, 30% são de São Paulo, que deve ser o estado mais impactado pelas novas tarifas.
“O estado mais prejudicado com as sanções é São Paulo, e o governador Tarcísio sabe disso”, afirmou o presidente da Apex, que classificou como “trabalhar contra São Paulo” qualquer tentativa de omissão por parte do governador.
As medidas foram oficializadas pelo presidente Donald Trump em 31 de julho, com a assinatura de uma ordem executiva que consolidou o aumento das tarifas em 50%. A alíquota combina 10% anunciados em abril com mais 40% adicionados no fim de julho.
Cerca de 700 produtos ficaram de fora da nova tarifa de 40% e continuam sujeitos apenas à alíquota de 10%, incluindo suco de laranja, aeronaves, castanhas, petróleo e minérios de ferro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo brasileiro já concluiu um plano de contingência e deve apresentá-lo ao presidente Lula (PT) ainda hoje. A proposta, segundo Haddad, pode ser enviada ao Congresso em forma de medida provisória, o que garantiria aplicação imediata.
