Primeiro-ministro britânico admite erro ao nomear amigo de Epstein
Brasília, Domingo, 07 de junho de 2026
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Primeiro-ministro britânico admite erro ao nomear amigo de Epstein

Keir Starmer diz que não teria indicado Peter Mandelson sem aval de segurança

Primeiro-ministro britânico Keir Starmer confirma presença na COP30 em Belém, fortalecendo laços com o Brasil e a agenda global de combate às mudanças climáticas. Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

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Por Redação

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reconheceu nesta segunda-feira (20) que cometeu um erro ao nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington, após a revelação de que o indicado não havia sido aprovado em verificações de segurança e mantinha relação com o financista Jeffrey Epstein. As informações são da AP.

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Durante audiência no Parlamento, Starmer afirmou que a decisão não teria sido tomada se todas as informações estivessem disponíveis.

“No centro de tudo isto, há uma decisão que tomei e que foi errada. Eu não deveria ter nomeado Peter Mandelson”, declarou.

O premiê acrescentou: “Assumo a responsabilidade por essa decisão e volto a apresentar as minhas desculpas às vítimas de Epstein”.

Mandelson permaneceu no cargo por nove meses, até que vieram à tona questionamentos sobre sua proximidade com Epstein e falhas nos processos de verificação exigidos para a função diplomática. O episódio abriu uma crise política no governo britânico.

Starmer afirmou que não foi devidamente informado sobre as restrições envolvendo o nome indicado. Segundo ele, esse tipo de alerta “poderia e deveria ter sido compartilhado” antes da nomeação.

O primeiro-ministro também disse que houve uma “decisão deliberada de reter esse material”, rejeitando a hipótese de falha administrativa.

A oposição reagiu com críticas duras e passou a pressionar pela renúncia do premiê. A líder conservadora, Kemi Badenoch, afirmou que Starmer “enganou o Parlamento sobre Mandelson, enganou o país e está fazendo o público de bobo”. Já o líder dos Liberal Democratas, Ed Davey, classificou o episódio como “um erro de julgamento catastrófico”.

A sessão parlamentar foi marcada por tensão, com a retirada de dois deputados após acusações diretas de que o primeiro-ministro teria mentido, o que ele negou.

Aliados do governo saíram em defesa de Starmer. O vice-primeiro-ministro David Lammy afirmou que a nomeação não teria ocorrido se todas as informações tivessem sido repassadas previamente.

O caso ocorre em um momento delicado para o governo trabalhista, que enfrenta queda de popularidade e desafios internos. Integrantes do partido demonstram preocupação com o impacto político do episódio, especialmente às vésperas de eleições locais e regionais.

Críticos apontam ainda que Starmer teria sido alertado sobre riscos reputacionais ao escolher um nome associado a Epstein para um dos principais postos diplomáticos do país. Documentos ligados ao caso também levantam suspeitas de que Mandelson teria compartilhado informações sensíveis no passado — acusações que ele nega.

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