Prefeitos são alvos de operação sobre desvio de verbas na Bahia
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Prefeitos são alvos de operação sobre desvio de verbas na Bahia

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Por Taís Hirschmann

PF cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Poções, Encruzilhada, Barreiras e Vitória da Conquista

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A PF (Polícia Federal) e a CGU (Controladoria-Geral da União) fizeram busca e apreensão nesta quinta-feira (23) contra os prefeitos de Poções (BA), Dona Nilda, e Encruzilhada (BA), Dr Pedrinho, investigados por suposto desvio de verbas públicas no valor de R$ 12 milhões. Ambos são do PCdoB.

A verba foi repassada à administração municipal de Poções entre os anos de 2021 e 2023, chefiada por Irenilda Cunha de Magalhães (Dona Nilda), e que já foi chefiada pelo seu marido Otto Wagner Magalhães, também alvo da PF.

Ao todo, a PF cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Poções, Encruzilhada, Barreiras e Vitória da Conquista.

A PF diz que as investigações apontam irregularidades graves em contratos de terceirização de mão de obra financiados com recursos do Fundeb, SUS e FNAS, incluindo ausência de estudos técnicos, pesquisa de preços inadequada, majoração indevida de valores contratuais e prestação fictícia de serviços.

“Nessas circunstâncias, a prefeita Municipal, Irenilda Cunha de Magalhães, e seu cônjuge, Otto Wagner Magalhães, teriam atuado para a contratação fraudulenta da Empresa, com a colaboração do Secretário de Administração e Planejamento e do Pregoeiro. A ação não poderia ter ocorrido sem a participação do responsável pela pessoa jurídica e de seus procuradores. Todos alcançados pela decisão anterior, que afastou o sigilo bancário dos referidos investigados”, diz a decisão que autorizou a operação.

Sobre o prefeito Pedro Alves de Lacerda Sobrinho (Dr. Pedrinho), a PF diz que ele recebe recursos desviados através de uma empresa chamada RMS, bem como de sua esposa e seu tio.

“Pedro Alves de Lacerda Sobrinho se utiliza de vários intermediários de confiança para que seu nome não fique em evidência na ORCRIM [organização criminosa]. No caso aqui verificamos o uso constante de sua esposa e seu tio”, destaca a PF e a decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva.

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