Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da PF que apura desvio de R$ 270 mi na PB
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da PF que apura desvio de R$ 270 mi na PB

Operação Cítrico investiga fraudes em licitações e possível atuação do Comando Vermelho em contratos públicos no município

Foto: Divulgação/PF

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O prefeito de Cabedelo (PB), Edvaldo Manoel de Lima Neto (Avante), foi afastado do cargo nesta terça-feira (14) durante uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e possível ligação com uma facção criminosa com atuação no estado.

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A ação faz parte da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Segundo a apuração da TV Cabo Branco, entre os alvos da operação estão:

  • Edvaldo Manoel de Lima Neto
  • Josenilda Batista dos Santos
  • Vitor Hugo Peixoto Castelliano
  • Luciano Junior da Silva
  • Aldecir Monteiro da Silva
  • Rougger Xavier Guerra Junior
  • Diego Carvalho Martins
  • Rita Bernadeth Moura Medeiros
  • Claudio Fernandes de Lima Monteiro
  • Cynthia Denize Silva Cordeiro
  • Tanison da Silva Santos
  • Genilson Martins de Brito
  • Manuella Trevizan da Silva

De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de integrar um esquema que teria movimentado até R$ 270 milhões por meio de contratos públicos fraudulentos. A PF aponta ainda indícios de atuação de integrantes da facção conhecida como “Tropa do Amigão”, ligada ao Comando Vermelho, em articulação com agentes políticos e empresários locais.

Um dos endereços alvos da operação foi o apartamento do prefeito, localizado no bairro de Intermares.

A investigação aponta suspeitas de contratação irregular de empresas, possível desvio de recursos públicos e uso de contratos administrativos para favorecer interesses ilícitos.

Os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

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