A polícia do Reino Unido retomou nesta manhã (20) buscas em endereços ligados ao ex-príncipe Andrew, um dia após sua prisão. Ontem (19), ele permaneceu cerca de 11 horas na delegacia para depor sob suspeita de “má conduta” no exercício de cargo público em meio às investigações sobre o caso Epstein.
Carros da polícia britânica foram vistos entrando no Royal Lodge, ex-residência oficial de Andrew em Berkshire na qual ele morou até outubro, quando “foi expulso” pelo rei Charles III.
As buscas na casa de campo de Sandringham, onde o ex-príncipe mora atualmente, terminaram ainda na quinta, segundo a polícia do Vale do Tâmisa, que comanda as investigações.
De acordo com a BBC News, a polícia britânica ainda pode buscar obter mandados de busca para unidades de armazenamento ligadas a Andrew ou até o Palácio de Buckingham, onde moram o rei Charles III e a rainha Camilla, caso considerem necessário.
A prisão do ex-duque de Iorque ocorreu uma semana após autoridades britânicas abrirem investigação para apurar se ele enviou relatórios confidenciais ao bilionário Jeffrey Epstein, condenado por pedofilia e morto em 2019, enquanto atuava como representante especial britânico para o Comércio Internacional.
Documentos do caso divulgados pelo governo dos EUA desde dezembro citam Andrew diversas vezes. Entre os arquivos, há fotos em que ele aparece ajoelhado ao lado de uma mulher, com o rosto censurado, sem confirmação se ela era menor de idade.
Andrew também já foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, testemunha central do caso Epstein, por fatos que teriam ocorrido quando ela era menor de idade. Giuffre morreu aos 41 anos, na Austrália, em abril de 2025.
