Polícia procura mãe de Oruam por suposta ligação com o CV
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Polícia procura mãe de Oruam por suposta ligação com o CV

Operação mira estrutura nacional da facção e investiga atuação de familiares de líderes presos

Polícia procura mãe de Oruam por ligação com o CV
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Por Redação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura Márcia Gama Nepomuceno, mãe do rapper Oruam e esposa do traficante Marcinho VP, suspeita de atuar como intermediária do Comando Vermelho fora do sistema prisional, participando da troca de informações e de articulações da organização criminosa com o marido preso.

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As buscas ocorrem no âmbito da Operação Contenção Red Legacy, deflagrada nesta manhã (11) pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). A ação mira a estrutura nacional do Comando Vermelho.

Segundo os investigadores, a facção possui organização interestadual e funciona com estrutura semelhante à de um cartel.

“As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país”, afirmou a autoridade policial responsável.

Até o momento, seis suspeitos foram presos na operação, entre eles o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ).

Ao chegar à Cidade da Polícia, o parlamentar negou as acusações.

“Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”.

As investigações indicam que familiares de líderes da organização participariam da comunicação entre integrantes presos e operadores que atuam fora das cadeias. Segundo a polícia, Márcia Gama teria papel ativo nesse fluxo de informações.

Mesmo preso há quase três décadas, Marcinho VP continua sendo apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, integrando um conselho nacional da facção.

“O material investigativo aponta ainda para uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC)”, informou a corporação.

Outro investigado citado é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. Segundo a polícia, ele atuaria como ligação entre lideranças da facção e integrantes que operam em comunidades dominadas pelo grupo, além de intermediar contatos com atividades econômicas usadas para gerar recursos.

A investigação também aponta que o vereador Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, autorização para fazer campanha na comunidade da Gardênia Azul.

De acordo com os investigadores, em troca o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas aos moradores da região.

Um dos casos analisados envolve a instalação de quiosques na comunidade, com parte dos beneficiários indicados por integrantes da facção, sem licitação pública.

A apuração também identificou situações em que criminosos se passavam por policiais militares para obter vantagens ilegais, incluindo vazamento de informações e simulação de operações.

Entre os nomes citados nas investigações estão ainda Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, apontado como liderança da facção nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira; e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, indicado como responsável por executar determinações da cúpula da organização.

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