Polícia Civil prende vereador em operação contra tráfico em Mato Grosso Vereador e secretário de Saúde de Curvelândia, Roberto Serenini (PL), é preso suspeito de usar micro-ônibus da prefeitura para transportar 52 kg de cocaína.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Polícia Civil prende vereador em operação contra tráfico em Mato Grosso

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Por Redação

Delegado afirma que esquema usava transporte de pacientes para levar cocaína

O vereador e secretário de Saúde de Curvelândia (MT), Roberto Serenini, foi preso nesta quinta-feira (4) em Cuiabá, suspeito de usar um micro-ônibus da secretaria para transportar mais de 52 quilos de cocaína com destino à capital. A prisão foi feita no âmbito da Operação Infirmus, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

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As ordens judiciais incluíram uma prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, cumpridos no gabinete e na residência do vereador. O pedido teve parecer favorável do Ministério Público. Segundo o delegado Wilson Cibulski, Serenini ainda não prestou depoimento e aguarda a chegada de seu advogado.

A investigação começou em 18 de agosto, quando policiais interceptaram o veículo oficial na rodovia em Várzea Grande após denúncia anônima. No bagageiro, escondidos em caixas de supermercado, estavam os 50 tabletes de pasta base de cocaína. O micro-ônibus transportava pacientes para tratamento médico em Cuiabá.

Com o avanço das apurações, a polícia identificou que Serenini havia ordenado a troca do veículo horas antes da viagem e feito contato telefônico com o motorista tanto na véspera quanto momentos antes da saída. Testemunhas afirmaram ainda que ele esteve na Unidade Básica de Saúde pouco antes do embarque.

Denúncias também indicaram que o secretário teria apagado imagens do sistema de videomonitoramento do pátio da unidade. O DVR foi apreendido e periciado, e a análise preliminar confirmou a supressão de registros.

De acordo com o delegado Ronaldo Binoti Filho, os elementos reunidos comprovam o envolvimento do parlamentar no esquema.

“Este caso demonstra como criminosos podem se infiltrar em instituições públicas para usar serviços essenciais, como o transporte de pacientes, para atividades ilícitas. Nossa investigação foi minuciosa para garantir que todos os responsáveis sejam identificados e punidos”, afirmou.

A Polícia Civil segue investigando a rede de apoio que utilizava a estrutura da saúde pública municipal para o tráfico de drogas.

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