PL representa contra Camila Jara por agressão a Nikolas Ferreira - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PL representa contra Camila Jara por agressão a Nikolas Ferreira

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Por Adrian Almeida

Caso será analisado pela Corregedoria e poderá seguir para o Conselho de Ética

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou nesta sexta-feira (8) uma representação por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Camila Jara (PT-MS), a acusando de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a retomada da presidência da Câmara pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) na última quarta-feira (6).

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“Acabamos de representar a deputada Camila Jara. A agressão covarde contra o deputado Nikolas Ferreira não ficará impune”, escreveu Sóstenes em publicação no X.

Mais cedo, Nikolas confirmou que entrará ainda nesta sexta com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Camila Jara.

Ele diz que o vídeo do episódio mostra claramente “um golpe pelas costas, um deputado caído e uma deputada rindo e zombando depois”.

A representação, protocolada junto à Corregedoria da Câmara, inclui um pedido de suspensão cautelar do mandato de Jara. O documento conta com a coautoria do Partido Novo.

“Violência não é argumento. Imunidade parlamentar não é salvo-conduto pra agressão”, acrescentou.

A confusão ocorreu durante o encerramento do protesto da oposição que ocupava a Mesa Diretora da Câmara. Quando Hugo Motta retomou o controle da presidência da Casa, deputados bolsonaristas formaram um cordão de proteção. Ao tentar atravessar o grupo, Camila Jara desferiu um soco abaixo da cintura de Nikolas Ferreira, que caiu no chão. A petista seguiu em direção a Hugo Motta logo após o incidente.

O próprio Nikolas também deve apresentar uma representação no Conselho de Ética da Câmara para cobrar punição à parlamentar. O caso ganhou mais repercussão com a divulgação de um vídeo, publicado pelo deputado mineiro, no qual Camila aparece dizendo sobre a agressão.

“Vamo bater no coleguinha? Eu continuo. Vai ver meu braço aqui. Pior que eu dei e tava com meu braço… Foi com meu braço doído”.

Apesar das imagens e da repercussão, Camila Jara nega a agressão. Em nota, ela afirmou que houve apenas um esbarrão provocado pelo empurra-empurra generalizado.

“A deputada, com 1,60 metro de altura, 49 quilos e em tratamento contra um câncer, foi injustamente acusada de ter nocauteado o parlamentar com um soco”, diz o texto.

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